10 de Outubro de 2013 / às 00:45 / 4 anos atrás

Dólar fecha praticamente estável ante o real, com EUA e BC

Por Marília Carrera e Tiago Pariz

SÃO PAULO, 9 Out (Reuters) - O dólar fechou esta quarta-feira praticamente estável ante o real, depois de passar a sessão em leve sobe e desce, com investidores ainda cautelosos sobre os Estados Unidos e sob a constante atuação do Banco Central brasileiro.

O dólar teve leve variação positiva de 0,05 por cento, a 2,2065 reais na venda, tendo chegado a 2,1998 reais na mínima do dia e a 2,2147 reais na máxima. Em relação a uma cesta de moedas, a divisa norte-americana subia 0,38 por cento.

Segundo dados da BM&F, o volume de negociação estava em cerca de 1,38 bilhão de dólares.

"O dólar ficará em torno de 2,20 (reais) até o mercado acalmar e a questão dos Estados Unidos ser equacionada", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

Obama intensificou a pressão política sobre os republicanos, dizendo que só aceitará negociar uma solução para o impasse fiscal se a oposição reabrir os órgãos federais e elevar o limite da dívida pública sem pré-condições.

A divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, nesta tarde não trouxe grandes impactos sobre o mercado cambial no Brasil.

A ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) mostrou que a decisão de não reduzir o estímulo à economia norte-americana foi "relativamente apertada", sugerindo que ainda há amplo apoio à redução das compras de títulos neste ano.

"O norte do mercado nessas últimas semanas tem sido a questão dos EUA e, quando não há novidades, o dólar fica nessa estabilidade", afirmou o tesoureiro de um banco internacional.

Mais cedo, contribuiu para uma pequena e temporária alta do dólar a divulgação dos dados de fluxo cambial no Brasil. De acordo com o BC, o país registrou saída líquida de moeda estrangeira de 2,058 bilhões de dólares em setembro e, somente entre os dias 1º e 4 passados, o déficit havia sido de 2,211 bilhões de dólares.

O mercado também foi influenciado pelas notícias de que Janet Yellen irá suceder Ben Bernanke como chair do Fed. Yellen é vista como uma autoridade favorável ao programa de compra de ativos dos Estados Unidos, o que alimenta expectativas de que o Fed poderá manter por mais tempo o programa de estímulo monetário, no valor de 85 bilhões de dólares ao mês, favorecendo a liquidez nos mercados.

No cenário interno, o BC realizou mais um leilão de swap cambial tradicional, parte de seu programa de intervenções diárias, com a venda dos 10 mil contratos ofertados com vencimento em 5 de março de 2014. O volume financeiro equivalente da operação foi de 497,6 milhões de dólares.

E anunciou que fará outro leilão com as mesmas condições para esta quinta-feira.

Reportagem adicional de Bruno Federowski

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