October 11, 2013 / 12:24 AM / in 4 years

Grupo EIG assume controle da LLX na segunda-feira

4 Min, DE LEITURA

10 Out (Reuters) - O controle da empresa de infraestrutura portuária LLX passará ao grupo norte-americano EIG no próximo dia 14, em acordo incluindo um aumento de capital e renegociação de dívidas que tomará do império EBX de Eike Batista a condição de majoritário pela segunda vez em três meses.

Dentro do acordo, a LLX tomou um novo empréstimo de 900 milhões de reais com os bancos Santander e Bradesco com prazo de 18 meses. O acerto também inclui a rolagem por três anos de dívidas da empresa com o Bradesco e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com o Bradesco são duas parcelas, uma de 345 milhões de reais, que tinha vencimento em fevereiro de 2014, e outra de 467 milhões de reais para outubro de 2014. A rolagem do empréstimo de 518 milhões de reais com o BNDES, também por três anos, aconteceu em setembro.

A transação envolverá um aumento de capital de 1,3 bilhão de reais, com cada ação a 1,20 real, conforme anunciado em setembro.O valor representa um deságio de 26,4 por cento em relação ao preço de fechamento da ação da LLX na Bovespa nesta quinta.

Os atuais acionistas terão direito de preferência.

Eike cederá em favor da EIG seu direito de preferência no aumento de capital da LLX. A EIG se comprometeu, ainda, a comprar todas as novas ações não subscritas pelos acionistas minoritários.

Depois da operação, Eike passará a ter cerca de 21 por cento do capital da LLX, e terá direito de indicar um membro para o Conselho de Administração da companhia.

O movimento dá sequência a venda de ativos de Eike de endividadas empresas do grupo EBX. Em julho, o empresário acertou a venda do controle da então MPX (atual Eneva) à alemã E.ON.

No mês passado, a MMX disse que negocia a venda do controle do Porto Sudeste, seu principal ativo, para as estrangeiras Trafigura e Mudabala por 400 milhões de dólares.

Representantes da petroleira de Eike, a OGX, se reuniram nesta semana com credores dos Estados Unidos para negociações de resgate para tentar evitar o que pode ser o maior calote de dívida corporativa da história por uma empresa da América Latina.

Os recursos injetados na LLX devem permitir à empresa continuar as obras do Porto do Açu, um arrojado projeto no norte fluminense previsto inicialmente para operações de minério de ferro e petróleo, informou a companhia nesta quinta-feira.

As ações da empresa ficaram entre as maiores altas da Bovespa nesta quinta-feria, com valorização de 3,82 por cento, a 1,63 real, enquanto o Ibovespa subiu 0,85 por cento.

O acordo com o EIG inclui a venda de 30 por cento da LLX Açu, atualmente detida pela Centennial, de Eike, que nos próximos dias passará a ser controlada integralmente pela LLX.

O acordo também prevê a alienação de 50 por cento da NFX Combustíveis Marítimos, que pertence à EBX, para a LLX. A NFX é uma joint venture com o Grupo BP.

A partir do dia 14, o Conselho de Administração da LLX terá cinco integrantes: Luiz Fontoura de Oliveira Reis Filho, Kevin Lee Lowder e R. Blair Thomas (indicados pelo Grupo EIG), além de Luiz do Amaral de França Pereira e Roberto D'Araujo Senna (presidente do conselho).

Por Natalia Gómez

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