JPMorgan tem raro prejuízo no 3o tri com alta em gastos jurídicos

sexta-feira, 11 de outubro de 2013 13:12 BRT
 

11 Out (Reuters) - O JPMorgan anunciou nesta sexta-feira sua primeira perda trimestral sob o comando do presidente-executivo e do Conselho, Jamie Dimon, após uma série de questões legais e regulamentares custar ao maior banco dos Estados Unidos 7,2 bilhões de dólares.

Dimon conseguiu evitar prejuízos durante a crise financeira com o banco se afastando dos piores ativos hipotecários subprime (de maior risco). Mas agora, problemas legais, alguns ligados a bancos que o JPMorgan comprou durante a crise, estão tomando recursos.

O banco teve prejuízo de 380 milhões de dólares, ou 0,17 dólar por ação, no terceiro trimestre, no primeiro prejuízo desde o segundo trimestre de 2004. Um ano antes, o JPMorgan teve lucro líquido de 5,71 bilhão de dólares, ou 1,40 dólar por ação.

Excluindo gastos com litígios e lançamento de reservas, a instituição teve um lucro de 5,82 bilhões de dólares, ou 1,42 dólar por ação.

Analistas, em média, esperavam lucro de 1,17 dólar por ação, excluindo itens não recorrentes, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. Não ficou imediatamente claro se os resultados eram comparáveis.

As despesas legais (9,2 bilhões de dólares, ou 7,2 bilhões após impostos), incluem provisões para futuros acordos.

"Embora esperamos que nossos custos com litígios diminuam e se normalizem com o tempo, eles podem continuar voláteis nos próximos trimestres", disse Dimon, em um comunicado.

O JPMorgan enfrenta uma série de problemas regulatórios, incluindo uma investigação da reguladora de mercados dos EUA, a SEC, sobre possíveis subornos na contratação de filhos e filhas de executivos de empresas estatais chinesas, possíveis vendas fraudulentas de títulos de hipoteca, e seu papel em definir certas taxas de empréstimos.

O banco tem focado em seus problemas de hipoteca recentemente. Em setembro, a instituição tentou chegar a um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA e outras agências federais e estaduais no qual poderia ter pago até 11 bilhões de dólares para resolver reclamações contra o banco sobre seus negócios de hipoteca.   Continuação...