October 11, 2013 / 4:46 PM / 4 years ago

G20 tem esperanças de acordo nos EUA para que país evite default

4 Min, DE LEITURA

Ministros das Finanças de presidentes dos bancos centrais dos países do G20 posam para foto durante o encontro anual do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial, em Washington. Autoridades financeiras das maiores economias do mundo, nesta sexta-feira, vão pedir que os congressistas dos Estados Unidos não demorem para chegar a um acordo que irá garantir a elevação do teto da dívida. 11/10/2013.Jonathan Ernst

Por Lidia Kelly e Krista Hughes

WASHINGTON, 11 Out (Reuters) - Autoridades financeiras das maiores economias do mundo, nesta sexta-feira, vão pedir que os congressistas dos Estados Unidos não demorem para chegar a um acordo que irá garantir a elevação do teto da dívida.

Autoridades dos países do G20, que participam de encontro em Washington, haviam alertado que o fracasso pelo Congresso dos EUA em elevar o teto da dívida de 16,7 trilhões de dólares iria gerar turbulências na economia global.

O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, confirmou que as autoridades incluíram uma frase sobre a situação fiscal dos EUA em comunicado a ser emitido nesta sexta-feira, após a reunião do grupo. O documento trará as visões do G20 sobre a economia mundial e as medidas que podem ser tomadas para fortalecê-la.

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, caracterizou a referência como "um desejo geral para uma solução rápida do problema".

"Haverá uma série de declarações --de que com certeza estamos preocupados e que desejamos uma rápida resolução da situação", disse Siluanov.

O risco de um calote diminuiu nesta quinta-feira depois que republicanos apresentaram um plano para ampliar a capacidade de empréstimo do país, abrindo uma porta para discussões com a Casa Branca.

Os republicanos vêm buscando usar a necessidade de elevar o teto da dívida como impulso para forçar a Casa Branca a concordar com os cortes de orçamento ou para forçar mudanças na lei de saúde do presidente Barack Obama.

Para complicar as negociações, no entanto, há a paralisação parcial do governo que entra em seu 11º dia. O presidente Barack Obama deve manter a pressão pela reabertura rápida do governo norte-americano, junto com um aumento da capacidade de empréstimo.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, e o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, garantiram aos seus pares do G20 em jantar na quinta-feira que uma resolução será alcançada a tempo.

Mas Lew não fez previsão sobre quando ocorrerá o acordo e afirmou isso será um caminho esburacado e barulhento.

O Tesouro informou que pode rapidamente ficar sem dinheiro se o teto não for elevado até 17 de outubro. O fracasso em elevá-lo, alertaram autoridades, pode gerar uma crise financeira e lançar a maior economia do mundo em uma recessão com repercussões nocivas que seriam sentidas mundo afora.

"Eles disseram que o problema será resolvido até o dia 17", disse Siluanov a repórteres. "Tanto Lew quanto Bernanke acreditam que essas dificuldades podem ser superadas em breve".

Discussões entre a Casa Branca e os parlamentares republicanos se prolongaram durante a madrugada, mas sinais anteriores de progresso já tinham alimentado o maior rali de Wall Street desde 2 de janeiro.

"Está bem claro que os EUA foram afastados do abismo, como as pessoas sensatas esperavam", disse a repórteres o ministro do Tesouro australiano Joe Hockey, antes do jantar com importantes autoridades financeiras das economias desenvolvidas e emergentes do G20.

Reportagem da equipe para cobertura do FMI da Reuters

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