Brics podem definir fundo de US$ 100 bi no começo de 2014, diz Rússia

sábado, 12 de outubro de 2013 14:01 BRT
 

Por Lidia Kelly e Alonso Soto

WASHINGTON, 11 Out (Reuters) - Os cinco grandes países emergentes que formam os Brics podem iniciar já no começo de 2014 a formação de um fundo de estabilização cambial de 100 bilhões de dólares, disse nesta sexta-feira o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, indicando no entanto que houve poucos avanços na reunião do grupo nesta semana em Washington.

Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul causaram surpresa no ano passado ao começar a discutir a criação desse fundo e de um banco conjunto de desenvolvimento, com o objetivo de reformular uma arquitetura financeira global há décadas dominada por países ricos.

Mas os avanços têm sido lentos, e o banco, com um capital de até 50 bilhões de dólares, ainda está longe de estar operacional, devido a discordâncias sobre a divisão de custos e o local da sede.

Mas a expectativa de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) "atenue" seu esquema de compra de títulos públicos norte-americanos causou uma reversão no fluxo de dólares baratos que vinham alimentando a expansão dos Brics, e isso tornou ainda mais urgente que fundos sejam disponibilizados para os países que enfrentam dificuldades na balança de pagamentos.

Numa reunião de cúpula dos Brics em setembro, a China se comprometeu a entregar 41 bilhões de dólares para o fundo. Brasil, Índia e Rússia ofereceram 18 bilhões cada, e a África do Sul se dispôs a contribuir com 5 bilhões de dólares.

"Na próxima reunião dos Brics, no começo de 2014, acredito que essa questão deverá ser discutida e que uma decisão final possa ser tomada", disse Siluanov em entrevista coletiva depois da reunião do G20, grupo que reúne grandes economias industrializadas e emergentes.

Mas o fundo só se tornará operacional depois que for ratificado pelos Parlamentos de todos os países membros.

A China, dona da maior reserva mundial de divisas e principal acionista do futuro fundo, quer ter um maior poder de gestão, segundo uma fonte dos Brics.   Continuação...