Asmussen diz que G20 está perdendo fôlego enquanto crise diminui

sábado, 12 de outubro de 2013 17:23 BRT
 

WASHINGTON, 12 Out (Reuters) - Líderes financeiros do grupo das 20 maiores economias devem reduzir o número de questões que enfrentam, estabelecer metas mensuráveis e criar um secretariado permanente para revitalizar o seu trabalho, disse um alto funcionário do Banco Central Europeu.

"O G20 parece ter perdido o seu ímpeto anterior. O caso de agir em harmonia diminuiu agora que a fase mais aguda da crise financeira global está para trás", disse o membro do Conselho Executivo do BCE Joerg Asmussen em um seminário neste sábado.

O G20, que tem tido um papel ativo no reforço do sistema financeiro em resposta à crise da dívida dos últimos anos, foi formado em 1999, quando os ministros das finanças e os governadores dos bancos centrais das 20 maiores economias do mundo começaram a se reunir para coordenar as políticas e alcançar estabilidade econômica global após a crise financeira de 1997 e 1998.

O G20 inclui Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e a União Europeia.

Asmussen, ex-vice-ministro de Finanças da Alemanha, afirmou que, depois de sucessos como uma resposta coordenada a uma desaceleração cíclica, um acordo para aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional e a reforma de como ele é governado, o G20 agora precisa reformar-se para ser mais eficaz.

"Em primeiro lugar, é essencial voltar para uma agenda mais focada. O G20 deve se concentrar em temas nos quais pode acrescentar um verdadeiro valor em relação às atividades das instituições formais que, em nível global, lidam com questões de política econômica", Asmussen disse em um discurso preparado.

Ele disse que o G20 deve se concentrar em reforma regulatória financeira, questões fiscais, políticas macroeconômicas e de financiamento global e cortar outros temas como a segurança alimentar e questões trabalhistas.

(Por Jan Strupczewski)