Estatais terão pelo menos 65% dos votos sobre Libra

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 20:33 BRT
 

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 14 Out (Reuters) - A recém-criada estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), cujo presidente foi anunciado nesta segunda-feira pelo governo, terá 50 por cento do poder de voto no comitê responsável pelos planos da área petrolífera de Libra.

Enquanto isso, a Petrobras terá no mínimo 15 por cento dos votos no comitê que tratará de planos, programas, relatórios, projetos e "demais questões necessárias ao desenvolvimento das operações" do prospecto gigante, segundo as regras do contrato de partilha.

Desta forma, o governo terá pelo menos 65 por cento do poder de voto na gestão da principal área do pré-sal, com possibilidade de este percentual crescer caso a Petrobras entre com participação no consórcio acima do mínimo exigido por lei.

A diretoria da PPSA foi anunciada nesta segunda-feira pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, com o engenheiro Oswaldo Pedrosa apontado como presidente da empresa.

A Empresa Brasileira de Administração de Petróleo, como é chamada oficialmente a PPSA, terá também poder de veto e de voto de qualidade sobre as decisões do comitê responsável por Libra.

Alguns sindicatos e organizações civis reclamam que a reserva será controlada por empresas estrangeiras, mas estas terão, juntas, uma limitação de até 35 por cento dos votos nas deliberações sobre o destino da descoberta gigante.

NOMES

A presidente da estatal, Maria das Graças Foster, demonstrou recentemente preocupação com a escolha do nome para comandar a PPSA.   Continuação...