Senadores dos EUA avançam em negociações à medida que prazo para calote da dívida se aproxima

terça-feira, 15 de outubro de 2013 08:59 BRT
 

Por Richard Cowan e Thomas Ferraro

WASHINGTON, 14 Out (Reuters) - Senadores dos Estados Unidos disseram nesta segunda-feira estar se aproximando de um acordo para viabilizar a reabertura dos órgãos públicos federais e adiar em vários meses uma possível moratória da dívida norte-americana, embora ainda há muitos obstáculos a serem superados até quinta-feira.

Os líderes republicano e democrata no Senado se disseram otimistas com a perspectiva de que um acordo possa ser fechado em breve para evitar um calote da dívida e reabrir o governo dos EUA, que está parcialmente paralisado há 14 dias.

"Estou muito otimista de que nós vamos chegar a um acordo que seja razoável nesta semana", disse o líder democrata, Harry Reid, no plenário do Senado.

Os congressistas estão correndo contra o tempo, com as autoridades estimando que o governo federal vai exaurir sua capacidade de tomar empréstimos no dia 17 de outubro.

O plano em discussão elevaria o teto da dívida, atualmente de 16,7 trilhões de dólares, o suficiente para cobrir as necessidades de empréstimo do país até pelo menos meados de fevereiro de 2014, de acordo com uma fonte familiarizada com as negociações.

O plano também garantiria o financiamento das operações do governo até meados de janeiro, mantendo o corte generalizado dos gastos, o chamado sequestro, que começou a valer em março. Além disso, o plano prevê uma nova rodada de negociações orçamentárias até o fim do ano.

Qualquer acordo definido no Senado ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados, onde republicanos conservadores condicionam as medidas à redução de gastos públicos, inclusive do programa de saúde pública conhecido como Obamacare - algo que os democratas rejeitam.

O acordo não resolveria discordâncias sobre os gastos no longo prazo e o programa de saúde, que foram o estopim do impasse fiscal nos EUA, o que representaria, portanto, um recuo por parte dos republicanos.   Continuação...