15 de Outubro de 2013 / às 17:43 / em 4 anos

Deputados republicanos dos EUA não chegam a acordo sobre impasse fiscal

Funcionário público federal norte-americano faz protesto com cartaz "Façam seu trabalho" em frente ao Capitólio, a sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. 13/10/2013 REUTERS/Jonathan Ernst

Por Richard Cowan e Thomas Ferraro

WASHINGTON, 15 Out (Reuters) - Republicanos da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos fracassaram em chegar ao consenso nesta terça-feira sobre como encerrar um impasse em torno do orçamento federal que pode em resultar no default da dívida do país.

Líderes republicanos na Câmara propuseram um plano para reabrir o governo e evitar um default da dívida, mas a proposta foi rejeitada em reunião com parlamentares do baixo clero do partido. O projeto é diferente em pontos cruciais ao que está sendo analisado pelo Senado.

O presidente da Câmara, John Boehner, disse que eles não chegaram a nenhuma decisão sobre como proceder, mas que estão determinados a não permitir um default.

“Há muitas opiniões sobre qual direção seguir. Não tem havido decisões sobre o que iremos fazer exatamente”, disse Boehner a repórteres.

Líderes do Senado disseram que estão perto de um acordo por que irá reabrir o governo, em paralisação parcial há duas semanas, e ampliar o teto da dívida. Segundo o Tesouro norte-americano, o país alcançará o limite de empréstimo até o prazo na quinta-feira.

A confusão complicou as discussões sobre a paralisação do governo e o potencial default. Os democratas do Senado e a Casa Branca rejeitaram o plano republicano da Câmara. O presidente Barack Obama irá se reunir com os líderes governistas da Câmara às 16h15 (horário de Brasília) para discutir as opções.

Assessores republicanos da Câmara disseram que a proposta lançada nesta terça-feira financiará o governo até 15 de janeiro, e terá elevado o teto da dívida o suficiente para cobrir as necessidades de empréstimo do país até 7 de fevereiro, similar ao plano do Senado.

Mas ao contrário do Senado, o plano incluiria a suspensão por dois anos do imposto sobre equipamentos médicos incluído na reforma da saúde de Obama, e uma exigência de que os membros do Congresso e da administração tenham cobertura de acordo a lei.

A versão da Câmara também não permitiria que o Tesouro dos EUA renove suas medidas de gerenciamento de dinheiro extraordinárias para estender a capacidade de empréstimo por meses, o que havia sido permitido sob o plano do Senado.

A Casa Branca informou que o plano da Câmara não é viável e tem como objetivo acalmar o Tea Party. O grupo conservador tem exigido que qualquer concessão ao orçamento seja ligado a mudanças na reforma da Saúde.

“Infelizmente, a mais recente proposta dos republicanos da Câmara é uma tentativa partidária para acalmar um pequeno grupo de republicanos do Tea Party que forçaram a paralisação do governo em primeiro lugar”, disse a porta-voz da Casa Branca, Amy Brundage.

O comunicado da Casa Branca elogiou o esforço “bipartidário e de boa fé” do Senado na negociação entre o líder democrático no Senado Harry Reid e o líder republicano no Senado Mitch McConnell.

Reid classificou a proposta da Câmara como “um ataque flagrante ao bipartidarismo.”

Os planos tanto da Câmara quanto do Senado teriam resolvido a crise fiscal imediata, e estabelecido uma nova série de discussões de orçamento que iria tentar fechar um acordo até o fim do ano.

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