Senado dos EUA está próximo de acordo para elevar teto da dívida, diz assessor

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 10:35 BRT
 

Por Richard Cowan e Thomas Ferraro

WASHINGTON, 15 Out (Reuters) - Os líderes democratas e republicanos no Senado dos Estados Unidos podem anunciar um acordo na noite de terça-feira para estender o limite de endividamento do governo até 7 de fevereiro e reabrir rapidamente as agências federais que estão fechadas desde 1º de outubro, disse um assessor do Senado.

O progresso veio depois de um dia caótico em que dois planos da Câmara dos Deputados falharam e a agência de classificação de risco Fitch alertou que pode cortar o rating "AAA" de crédito soberano dos EUA.

O assessor disse que a última proposta do Senado também prevê o financiamento do governo até 15 de janeiro, bem como estabeleceu um comitê para redução do déficit para lidar com questões fiscais mais amplas.

O assessor disse que os senadores estavam discutindo formas de acelerar o processo para que a Câmara dos Deputados controlada pelos republicanos possa ter oportunidade de agir antes do prazo de quinta-feira, quando o Departamento do Tesouro diz que será atingido o limite de endividamento do governo, colocando em risco a capacidade do país de pagar suas contas e credores.

"Eles ainda estão trabalhando nos detalhes entre os senadores McConnell e Reid. Estamos fazendo um bom progresso", disse o senador Dick Durbin, do segundo escalão democrata do Senado, referindo-se ao líder da maioria do Senado Harry Reid e ao líder da minoria republicana Mitch McConnell.

Aprovação na Câmara de qualquer plano do Senado permanece incerta, contudo. No começo do dia, os republicanos da Câmara rejeitaram uma proposta com elementos do que está sendo desenvolvido por Reid e McConnell.

Mas a Câmara não foi capaz de chegar a um plano próprio. Em um período de algumas horas, dois planos aventados pelos republicanos na divida Câmara dos Deputados fracassaram por falta de apoio.

Os dois planos da Câmara não conseguiram satisfazer o presidente Obama, os democratas do Senado ou a pequena ala republicana do Tea Party, que estão determinados a conseguir mudar a lei de saúde do presidente antes de aceitar concessões sobre o orçamento.   Continuação...