ENTREVISTA-Alupar investirá R$2,3 bi em projetos nos próximos 4 anos

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 10:36 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 15 Out (Reuters) - A Alupar deve investir cerca de 2,3 bilhões de reais em projetos em andamento nos próximos quatro anos, nos empreendimentos contidos em planejamento estratégico, segundo o diretor financeiro da empresa.

A companhia, que atua em geração e transmissão de energia e recentemente desistiu de disputar a concessão da hidrelétrica Sinop junto com empresas da Eletrobras, quer crescer com novos projetos do setor --e tem interesse na hidrelétrica São Manoel-- mas também avalia oportunidades de aquisição.

"Isso (projetos greenfield) é parte do nosso DNA, vai continuar... Mas nós também fazemos avaliações de projetos que já estão prontos. De um ano pra cá, a gente têm estudado muita coisa", disse Marcelo Costa, em entrevista à Reuters na segunda-feira, ao acrescentar que vê mais oportunidades em geração, principalmente porque o setor ainda está mais segmentado.

Do total de investimentos previstos nos projetos, entre 60 a 70 por cento virão de financiamentos de longo prazo, disse o executivo, mas a estruturação ainda não está totalmente fechada.

A Alupar tem financiado o desenvolvimento de projetos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), que tende a ser a fonte principal na busca dos recursos para os projetos programados -- mas Costa não descarta debêntures de infraestrutura e outros bancos para financiamento.

"Os projetos ainda não entraram em timing de financiabilidade que a gente possa já fazer o processo do BNDES. E em geral, nós começamos com processos do BNDES", disse Costa.

A companhia movimentou 851 milhões de reais em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de units, numa emissão para captar recursos novos, realizada em abril.

Segundo o executivo, a Alupar avalia novos projetos, mas ainda não definiu se participará do leilão de energia nova A-3, marcado para novembro. "Não sei se vamos ter algum projeto que possa se encaixar no A-3, não temos nenhuma decisão ainda", disse, acrescentando que a empresa não trabalha só com o seu portfólio, mas também busca parceiros que tenham seus próprios projetos para entrar nos leilões. A participação no leilão, se ocorrer, tende a ser com projetos eólicos, segundo Costa.   Continuação...