Plano europeu de taxar emissões de aéreas enfrenta resistência

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 16:55 BRT
 

BRUXELAS, 16 Out (Reuters) - A União Europeia deveria exercer seu direito de impor taxas de carbono na aviação em seu próprio espaço aéreo, disse a Comissão Europeia nesta quarta-feira, mas pode irritar potências emergentes como China e Índia e retomar tensões comerciais.

A nova proposta do executivo da UE é um recuo em relação à legislação anterior, que pretendia impor taxas para voos que entrassem ou saíssem da UE. Mesmo assim, a iniciativa pode falhar em satisfazer críticos tanto dentro como fora da União Europeia.

Após um acordo nas Nações Unidas fechado em Montreal neste mês para estabelecer um esquema global para combater as emissões das aeronaves, a Comissão Europeia está revisando sua própria legislação, fazendo toda a aviação entrar em seu Esquema Europeu de Comércio de Emissões (ETS).

A comissária europeia para o clima, Connie Hedegaard, elogiou o acordo da ONU, dizendo que este não teria sido fechado sem a pressão da UE. Mas só terá efeito a partir de 2020.

Para o período 2014-20, ela propõe um sistema temporário que cobriria o espaço aéreo da UE, mas não todos os voos que entram e saem dos aeroportos europeus.

Quando a lei original da UE contra emissões para voos que entravam e saíam da União Europeia entrou em vigor, em janeiro do ano passado, houve ameaças de uma guerra comercial.

Países liderados por Índia, China e Estados Unidos reclamaram que a UE estava quebrando a soberania nacional desses países, o que forçou o bloco a congelar a regra por um ano para dar à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), uma entidade da ONU, a chance de entregar uma alternativa global.

(Por Barbara Lewis)