Índice dos EUA S&P 500 fecha na máxima histórica após acordo em Washington

sexta-feira, 18 de outubro de 2013 07:07 BRT
 

Por Julia Edwards

NOVA YORK, 17 Out (Reuters) - O índice Standard & Poor's 500 fechou na máxima histórica nesta quinta-feira, com investidores retomando a confiança no mercado após acordo de última hora para evitar um default dos Estados Unidos, mas resultados mais fracos que o esperado da IBM e do Goldman Sachs levaram o Dow Jones a ter leve variação negativa.

O índice Dow Jones recuou 0,01 por cento, para 15.371 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,67 por cento, para 1.733 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,62 por cento, para 3.863 pontos.

O nível de fechamento do S&P superou o recorde anterior de 1.725,52 pontos, atingido em 18 de setembro.

O papel da IBM atingiu a mínima em dois anos um dia após a empresa anunciar receita abaixo das expectativas e subtraiu 76 pontos do índice Dow Jones. A ação também registrou a maior queda entre os componentes do S&P 500, encerrando com desvalorização de 6,4 por cento, a 174,78 dólares.

O Congresso aprovou um acordo de última hora na quarta-feira para dar fim à paralisação parcial do governo e elevar o limite de endividamento dos EUA, afastando a ameaça de default.

As disputa políticas levaram alguns investidores a acreditar que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não terá escolha e terá de deixar intacto seu programa de estímulos por vários meses adicionais. Isso pode manter as ações no azul até o fim do ano.

"O susto que foi criado pelo longo atraso para resolver a questão fiscal criou uma situação que tirou a redução do estímulo de cogitação por um período considerável", disse o diretor de gestão do Wedbush Equity Management, Stephen Massocca.

"É por isso que vimos compras ao longo da semana passada e é por isso que veremos compras nos próximos dias", emendou.

O índice de volatilidade CBOE, termômetro da ansiedade dos investidores, caiu para 13,43 pontos, menor nível desde 20 de setembro.

Investidores temiam que a paralisação estendida pudesse pesar sobre o crescimento econômico e sobre resultados corporativos. Pesquisa da Reuters mostrou que economistas tornaram-se menos otimistas quanto às perspectivas para a economia à medida que o conflito fiscal se desdobrava.