Gol não espera grande ajuda do governo ao setor aéreo, diz executivo

sábado, 19 de outubro de 2013 10:12 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 18 Out (Reuters) - A empresa aérea Gol não espera que o Governo Federal dê alguma grande ajuda ao setor aéreo, que pediu medidas de apoio e desoneração à Secretaria de Aviação Civil, de acordo com diretor financeiro da companhia, Eduardo Masson Martins.

O executivo afirmou que as sinalizações dadas pelo Governo até o momento não são muito animadoras.

"Os sinais que o governo vem demonstrando é de que não haverá (grande ajuda). Não trabalhamos com essa expectativa", afirmou ele a jornalistas em evento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef). "Vai ter que ser como herança: se vier algo já é alguma coisa", acrescentou.

Masson Martins lembrou que a redução no preço do querosene de aviação, um dos principais pleitos do setor, esbarra nos Estados que decidem as taxas de ICMS, que impacta sensivelmente o preço do combustível.

Masson Martins argumenta que os gastos com combustível pesam em cerca de 45 por cento do custo das companhias aéreas.

As empresas apresentaram recentemente ao governo um pedido de ajuda para enfrentar questões como a alta dos preços de combustível e volatilidade do dólar.

Na quinta-feira, Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, associação que reúne as quatro maiores empresas aéreas do país, disse a jornalistas que o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, sinalizou a ele que o pedido do setor ao governo por medidas de apoio pode ter "novidades" na próxima semana.

Para Martins, medidas tributárias seriam um avanço. "Não queremos um favorecimento, mas sim uma equalização ... PIS e Cofins já seria alguma coisa, mas o que pesa é o ICMS", disse.

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Aeronaves da companhia aérea Gol na pista de voo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A Gol não espera que o Governo Federal dê alguma grande ajuda ao setor aéreo, que pediu medidas de apoio e desoneração à Secretaria de Aviação Civil, de acordo com diretor financeiro da companhia, Eduardo Masson Martins. 11/07/2011. REUTERS/Nacho Doce