21 de Outubro de 2013 / às 15:47 / 4 anos atrás

Bradesco diz que crédito tímido motivou revisão de margem financeira

SÃO PAULO, 21 Out (Reuters) - A redução da projeção de margem financeira de juros do Bradesco para 2013 foi motivada principalmente pela alta menor do crédito neste ano, disse o diretor executivo e de Relações com Investidores do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti.

O banco reduziu nesta segunda-feira a previsão de aumento da margem financeira de juros para 2013, da faixa de 4 a 8 por cento para 1 a 3 por cento, ao anunciar o resultado trimestral.

"O crédito representa 75 por cento da margem e foi o principal motivo para a revisão", afirmou o executivo em teleconferência com jornalistas.

O Bradesco tinha expectativa de 13 e 17 por cento de crescimento do crédito em 2013 e revisou esta projeção no segundo trimestre para a faixa de 11 a 15 por cento.

De acordo com Angelotti, o avanço deve ficar mais próximo do no piso da projeção, mas não deve haver uma nova revisão para o crédito neste ano, segundo o executivo.

O diretor afirmou que o crédito do sistema bancário brasileiro deve avançar 13 a 14 por cento no próximo ano, e que o Bradesco trabalhará para "ficar próximo" deste crescimento.

A inadimplência acima de 90 dias deve ficar estável nos próximos períodos, depois de ter caído para 3,6 por cento no terceiro trimestre, ante 4,1 por cento um ano antes e 3,7 por cento no trimestre imediatamente anterior.

"A inadimplência caiu nos últimos meses e deve se estabilizar em patamares similares ao registrado no terceiro trimestre", disse o diretor, acrescentando que em 2014 os calotes devem ficar estáveis ou recuar.

Segundo ele, o foco do banco em modalidades de crédito de menor risco, como consignado e imobiliário, justificam o otimismo em relação à inadimplência.

O maior recuo ocorreu no segmento de pessoa física, cujo índice passou de 6,2 por cento para 5,2 por cento na comparação anual. Os calotes em pequenas e médias empresas passaram de 4,3 para 4 por cento na mesma comparação, enquanto atrasos em grandes empresas ficaram estáveis em 0,4 por cento, mas avançando ante o índice de 0,2 por cento do segundo trimestre.

O aumento dos atrasos das grandes empresas foi um evento isolado, segundo Angelotti.

BANCO DE INVESTIMENTOS

O desempenho do banco de investimentos, o Bradesco BBI, ficou aquém do registrado no segundo trimestre e explica o recuo de 0,1 por cento nas receitas de prestação de serviços ante o trimestre anterior, disse o executivo.

"No terceiro trimestre não conseguimos repetir o bom desempenho porque o mercado ficou retraído", disse Angelotti. Quando comparadas com o mesmo intervalo do ano passado, estas receitas avançaram 12,1 por cento.

Para o quarto trimestre, o banco prevê uma recuperação do banco de investimentos, o que levará o desempenho das receitas com prestação de serviços a fechar dentro da meta de 12 a 16 por cento de crescimento.

Questionado sobre os efeitos da greve dos bancários sobre os resultados da instituição financeira, o executivo afirmou que estes não podem ser medidos. (Por Natalia Gómez e Guillermo Parra-Bernal)

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