Sem disputa, Petrobras e parceiras vencem Libra com lance mínimo

segunda-feira, 21 de outubro de 2013 22:15 BRST
 

Por Sabrina Lorenzi e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 21 Out (Reuters) - Sem enfrentar concorrência, a Petrobras venceu nesta segunda-feira o leilão pelo direito de exploração da área de Libra --maior reserva de petróleo já descoberta no Brasil-- em parceria com a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as estatais chinesas CNPC e CNOOC.

O consórcio liderado pela estatal brasileira foi o único a apresentar proposta no evento organizado pelo governo, com uma oferta mínima de óleo lucro de 41,65 por cento --parcela de petróleo destinada à União após serem descontados todos os custos de produção.

Apesar de não haver disputa, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo não ficou frustrado. "Nenhuma frustração, na medida que temos um bônus de assinatura que é considerável e tivemos o mínimo (de óleo lucro) estabelecido... Portanto, nenhuma frustração", disse Lobão a jornalistas.

O próprio ministro chegou a estimar, semanas atrás, a participação de três consórcios no certame.

Na mesma linha, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, argumentou que a competição começou antes do leilão, com todas as 11 empresas habilitadas negociando entre si para a formação de grupos. Inicialmente, Magda chegou a projetar que 40 companhias mostrariam interesse em Libra.

"O que aconteceu foi um sucesso absoluto, onde Libra terá como resultado para o governo brasileiro um montante da ordem de trilhão de reais ao longo de 30 anos de produção, ninguém pode estar triste com isso, ao contrário, estamos muito orgulhosos", disse Magda.

A área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, tem volumes estimados de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de óleo recuperável.

A divisão do petróleo com o governo brasileiro --que destinará os recursos obtidos com o pré-sal para as áreas de educação e saúde-- e a exigência de ter a Petrobras como operadora, como estabelece a lei de partilha, gerou críticas de especialistas, para quem as regras afastaram alguns investidores privados.   Continuação...