Distribuidores de aço melhoram expectativa, mas mantêm cautela

quarta-feira, 23 de outubro de 2013 15:01 BRST
 

SÃO PAULO, 23 Out (Reuters) - Distribuidores de aços planos do Brasil melhoraram o humor sobre 2013 após registrarem um forte terceiro trimestre de vendas e volume de estoques normalizado, segundo dados apresentados nesta quarta-feira pela associação que representa o setor, Inda.

A expectativa para o crescimento das vendas passou de até 2,5 por cento para 5 por cento, sem previsão de novos reajustes nos preços praticados pelas usinas siderúrgicas até o final deste ano, afirmou o presidente do Inda, Carlos Loureiro.

A entidade havia começado o ano com previsão de crescimento de 6 por cento nas vendas, mas em junho havia cortado as expectativas depois de passar por um primeiro semestre em que a comercialização registrou queda de 1,7 por cento sobre o mesmo período de 2012.

"A previsão provavelmente vai se aproximar do número que demos no começo do ano (...) provavelmente vamos chegar a crescimento de 5 por cento nas vendas", disse Loureiro. "As coisas estão acontecendo mais lento do que se queria no começo, mas estão finalmente acontecendo", acrescentou.

O setor distribuidor representa cerca de 30 por cento das vendas de aço das usinas siderúrgicas do país.

Os distribuidores encerraram setembro com alta anual de 15,8 por cento nas vendas, para 409,6 mil toneladas de aço, o que fez o volume no trimestre alcançar 1,22 milhão de toneladas, 13,6 por cento acima do vendido de julho a setembro de 2012.

Sobre agosto, houve queda de 3,4 por cento nas vendas, mas a expectativa era de recuo de 5 por cento. A entidade estima que as vendas em outubro cresçam cerca de 7 por cento sobre setembro.

Na comparação com o segundo trimestre, os distribuidores venderam 10,9 por cento mais aço plano e no acumulado de janeiro a setembro, o setor teve crescimento de 3,3 por cento, a 3,36 milhões de toneladas.

O produto em destaque em setembro e no terceiro trimestre como um todo foi chapa grossa, com crescimento mensal de 26 por cento e trimestral de quase 40 por cento. O insumo é usado por indústrias como a de máquinas e equipamentos e em projetos de infraestrutura.   Continuação...