Taxa de desemprego e renda no Brasil sobem em setembro

quinta-feira, 24 de outubro de 2013 14:43 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Tiago Pariz

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 24 Out (Reuters) - A taxa de desemprego brasileiro subiu para 5,4 por cento em setembro, acima do esperado e interrompendo sequência de duas quedas, mas o rendimento da população avançou pelo segundo mês.

Em agosto, o desemprego no país havia ficado em 5,3 por cento, ainda assim o dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira é o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 2002, juntamente com setembro de 2012.

O resultado vai na contramão da tendência dos últimos anos, quando a taxa de desemprego registra desaceleração mensal no segundo semestre. "Houve uma inflexão, mas não se esperava que o ritmo de queda fosse contínuo e do mesmo tamanho sempre", disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo.

Para especialistas, o mercado de trabalho tem dado sinais de moderação, apesar de as taxas de desemprego continuarem em patamares considerados baixos.

"No geral, o mercado de trabalho continua operando ao redor do pleno emprego, mas a taxa de criação de emprego e crescimento do rendimento real estão moderando", afirmou o economista sênior do Goldman Sachs, Alberto Ramos, por meio de nota.

Ainda segundo o IBGE, o rendimento da população brasileira cresceu 1 por cento em setembro, ante agosto, e 2,2 por cento sobre um ano antes. Na média, ficou em 1.908,00 reais no mês passado.

O rendimento da população brasileira, que vinha perdendo força desde o começo do ano afetada pela inflação elevada, havia mostrado recuperação marginal em agosto depois de cinco meses em queda.

No entanto, segundo Ramos, no acumulado do ano a renda cresceu apenas 2,7 por cento, menos da metade da variação vista no mesmo período do ano passado, de 6,0 por cento.   Continuação...