CEO da Mizuho deve resistir a escândalo com máfia e retomar reformas

sexta-feira, 25 de outubro de 2013 10:29 BRST
 

TÓQUIO, 25 Out (Reuters) - O presidente do Mizuho Financial Group deve sobreviver à revelação de empréstimos bancários a mafiosos, um acontecimento que pode reviver seus esforços para melhorar a governança corporativa no segundo maior banco do Japão por ativos.

O banco não demitirá Yasuhiro Sato dos cargos de presidente e presidente-executivo, mas pode suspender seu pagamento por um período, disse na sexta-feira uma pessoa próxima do assunto. Espera-se que o banco anuncie sua resposta ao escândalo na segunda-feira.

O alvoroço sobre os empréstimos a mafiosos desviou Sato durante o mês passado de sua missão de unificar o fracionado grupo financeiro, que fica atrás dos dois outros "megabancos" do Japão em importantes indicadores de desempenho financeiro. O escândalo surge ao mesmo tempo em que o Mizuho tenta expandir mundialmente seu negócio de crédito e se estabelecer como o "principal banco da Ásia".

A Agência de Serviços Financeiros ordenou ao Mizuho no final do mês passado que melhore suas práticas corporativas depois que o banco falhou em parar os empréstimos a mafiosos mais de dois anos após saber que estavam acontecendo.

Sato, de 61 anos, vem tentando unificar um gigante financeiro que ainda mantém culturas e lealdades separadas com origens nas três instituições que se fundiram há muito tempo: o Industrial Bank of Japan, o Dai-Ichi Kangyo Bank e o Fuji Bank.

(Por Taiga Uranaka, Taro Fuse e Ayai Tomisawa)