Morgan Stanley diz que pior já passou para bancos de investimento no Oriente Médio

segunda-feira, 28 de outubro de 2013 10:56 BRST
 

DUBAI, 28 Out (Reuters) - O Morgan Stanley vê um ressurgimento nas atividades de banco de investimento na região do Golfo Árabe e espera o fim do recuo em larga escala das instituições financeiras globais com a melhoria dos mercados financeiros, disse à Reuters um executivo sênior do banco.

Com a recuperação do mercado para fusões e aquisições e para ofertas de títulos de dívida e de ações no Oriente Médio, o banco está mirando clientes que buscam consultoria em complexas transações que exigem expertise global, mais do que apenas fazer compromissos financeiros, como através de subscrições.

Encontrar um modelo de negócios para o Oriente Médio tem sido há muito um desafio para bancos globais que se instalaram na região no começo do século, atraídos pelas reservas de óleo, fundos de riqueza soberanos com muito caixa e rápido crescimento econômico.

Mas na esteira da crise financeira global, os acordos de vários bilhões de dólares sumiram ao mesmo tempo que o setor ficou cada vez mais pressionado, forçando os bancos a reduzir drasticamente suas equipes e a reavaliar a estratégia regional de negócios.

As atividades de negociações estão agora mostrando sinais de reavivamento apoiadas por melhorias nos mercados financeiros e um forte crescimento econômico.

As taxas ganhas por bancos de investimento no Oriente Médico alcançaram 535,9 milhões de dólares durante os primeiros nove meses de 2013, um crescimento de 22 por cento sobre igual etapa do ano passado, no melhor resultado para o período desde 2009, de acordo com dados da Thomson Reuters.

"Os mercados estão parecendo melhor. Os volumes das transações estão mais elevados, o mix em banco de investimentos melhorou, e o apetite dos investidores para as diferentes classes de ativos está crescendo", afirmou Sammy Kayello, presidente do conselho e presidente-executivo do banco para região do Oriente Médio e Norte da África.

"Se a tendência continuar, não prevejo os recuos no setor que tínhamos visto anteriormente."

(Por Dinesh Nair e Mirna Sleiman)