China fará reunião sobre reforma econômica de 9 a 12 de novembro

terça-feira, 29 de outubro de 2013 11:47 BRST
 

PEQUIM, 29 Out (Reuters) - A liderança da China vai realizar uma importante reunião para discutir o aprofundamento de reformas entre 9 e 12 de novembro, informou a agência de notícias oficial Xinhua nesta terça-feira, conforme o Partido Comunista busca determinar a agenda econômica do país para a próxima década.

A reunião marca a terceira vez que o Comitê Central do PC chinês, formado por 200 membros, reúne-se desde uma transição de liderança no ano passado. Historicamente, tais reuniões são uma plataforma para mudanças econômicas importantes na China.

A reunião "deve ser um novo começo histórico que aprofunda de forma abrangente as reformas", disse a Xinhua nesta terça-feira, citando uma reunião do Politburo, a elite da liderança chinesa.

Analistas e investidores aguardam ansiosamente o resultado da reunião, na esperança de que irá delinear uma estratégia de crescimento para a segunda maior economia do mundo, que vive uma fase de amadurecimento e expansão mais lenta.

No entanto, não se espera que reformas políticas sejam uma parte importante da reunião.

Os líderes chineses estão tentando mudar a economia para reduzir a dependência das exportações e do investimento e passar a se apoiar mais no consumo. Isso pode significar uma desaceleração econômica, mas os dirigentes esperam que servirá de base para um ritmo mais sustentável de expansão, após anos de crescimento de dois dígitos.

O governo prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 7,5 por cento, o que seria o aumento mais fraco em mais de duas décadas.

Yu Zhengsheng, quarto membro da hierarquia do Politburo, disse no fim de semana passado que o encontro irá apresentar reformas "amplas" e "sem precedentes".

Pessoas familiarizadas com as discussões sobre a reunião disseram no mês passado que de uma longa lista de mudanças propostas suscetíveis a serem anunciadas após a reunião, apenas reformas financeiras têm recebido apoio suficiente para justificarem um plano e um roteiro.

Outras reformas propostas, incluindo fiscal, de terras e de registro de imóveis, têm sido os principais pontos de atrito durante as discussões dos políticos sobre como implementar as mudanças, à medida que enfrentam resistência de poderosos grupos de interesse, como empresas estatais.

(Reportagem de Xiaoyi Shao e Koh Gui Qing)