Banco Mundial defende ranking sobre facilidade para negócios

terça-feira, 29 de outubro de 2013 09:18 BRST
 

WASHINGTON, 29 Out (Reuters) - O Banco Mundial afirmou que seu ranking que classifica os países conforme a facilidade para a atividade empresarial já motivou centenas de reformas regulatórias na última década, num argumento contra críticos que acusam a tabela de estigmatizar os países ao invés de inspirá-los.

Em seu novo relatório intitulado "Fazendo Negócios", o Banco Mundial disse na segunda-feira que a Ucrânia foi o país que mais melhorou nesse quesito no último ano, enquanto Ruanda foi o que mais melhorou desde 2005.

Cingapura continua sendo o país do mundo mais aberto aos negócios, pelo oitavo ano consecutivo, seguido por Hong Kong, Nova Zelândia e Estados Unidos. O Brasil é o 116º colocado.

O relatório avalia 189 países conforme dez critérios, como a facilidade para abrir uma empresa ou pagar impostos. Desde que o ranking foi criado, ele é muito levado em conta pelos governos interessados em atrair investimentos privados.

Segundo o Banco Mundial, cerca de um quarto das 2.100 mudanças regulatórias observadas desde 2003 foram inspiradas ou informadas pelo ranking.

Mas alguns governos e ONGs dizem que o ranking é enganador, subjetivo ou excessivamente focado na redução da burocracia para as empresas, mesmo que isso se dê à custa dos trabalhadores.

Países como a China --96º lugar no novo relatório-- também se queixam de que o ranking estigmatiza economias emergentes.

Mas o relatório do Banco Mundial respondeu a isso dizendo que a classificação "não tem a ver com uma menor regulamentação, e sim com uma melhor regulamentação". Os países podem cair na tabela se reduzirem a proteção aos investidores, por exemplo.

Mas, num aparente aceno aos críticos, o banco disse também que o ranking deve ser levado em conta dentro de um contexto mais amplo sobre a melhoria dos regulamentos empresariais em cada país, e que é preciso considerar que a nota não representa todos os fatores que impactam o crescimento econômico.   Continuação...