Itaú Unibanco será conservador no crédito por "grande período"

terça-feira, 29 de outubro de 2013 13:07 BRST
 

29 Out (Reuters) - O Itaú Unibanco afirmou nesta terça-feira que sua estratégia conservadora na concessão de crédito vai continuar "por um grande período".

Assim, linhas considerados menos arriscadas, como as destinados à compra de imóveis e com desconto em folha devem seguir crescendo mais rápido que a média, disse o diretor corporativo de Controladoria do Itaú Unibanco, Rogério Calderón, em teleconferência com jornalistas.

Maior banco privado do país, o banco anunciou pela manhã que teve lucro líquido acima do esperado pelo mercado para o terceiro trimestre devido à sua estratégia de foco em operações de menor risco.

O crescimento do crédito, de 9,3 por cento em 12 meses, ficou abaixo da média apurada nos últimos anos, mas o executivo considerou o nível "adequado à circunstância atual de endividamento e risco do mercado".

Para 2014, o executivo prevê um avanço um pouco acima do ritmo atual. A parcimônia na concessão de empréstimos deve permitir quedas ainda maiores da inadimplência acima de 90 dias nos próximos trimestres, segundo Calderón.

No terceiro trimestre, este indicador foi de 3,9 por cento, ante os 4,2 por cento do trimestre imediatamente anterior e os 5,1 por cento do período de julho a setembro de 2012.

A redução das carteiras de crédito para veículos e para pequenas e médias empresas fez parte da estratégia e deve continuar. A carteira de veículos deve continuar a cair até a segunda metade de 2014. Para pequenas e médias empresas, a queda deve parar antes disso, segundo o diretor.

Por avaliar que seu mix de crédito está mais perto do nível desejado, a expectativa do banco é que a margem com clientes (excluindo as provisões para risco de crédito) fique estável ou suba nos próximos trimestres.

No terceiro trimestre, esta margem foi de 6,5 por cento, mesmo nível de um ano antes, o que significa uma retomada ante o primeiro e o segundo trimestres deste ano, quando o índice ficou em 5,9 e 6,4 por cento, respectivamente.

(Por Natalia Gómez e Guillermo Parra-Bernal)