Consumo nos EUA cresce em setembro, preços ao produtor caem

terça-feira, 29 de outubro de 2013 14:00 BRST
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 29 Out (Reuters) - Uma medida de gastos do consumidor dos Estados Unidos subiu em setembro resultado de mais norte-americanos comprando intensamente o novo iPhone da Apple e artigos de lazer, mas a queda nas vendas de automóveis sinalizou um lento crescimento econômico durante o terceiro trimestre.

Apesar dos sinais de fortalecimento, o consumo pode perder ímpeto visto que outros dados nesta terça-feira mostraram que o sentimento do consumidor registrou forte queda em outubro.

A confiança foi afetada pela paralisação parcial de 16 dias do governo federal no início deste mês, o que deve prejudicar o crescimento no quarto trimestre, de acordo com economistas.

As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina e materiais de construção aumentaram 0,5 por cento no mês passado, após avanço de 0,2 por cento em agosto, mostraram dados do Departamento do Comércio.

O chamado núcleo de vendas corresponde de modo bem próximo ao componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto (PIB), que deve sofrer sob o impacto da paralisação do governo de 16 dias em outubro, resultado do impasse dos políticos sobre o orçamento do país.

A demanda ainda não está forte o bastante para alimentar preocupações quanto à inflação. Em outro relatório, o Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor ajustado sazonalmente recuou 0,1 por cento no mês passado, a primeira queda desde abril, após ter avançado 0,3 por cento em agosto.

A leitura de inflação controlada ao produtor, vindo logo após as vendas fracas de moradias e de produção industrial, assim como as lentas contratações, devem dar munição ao Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, para que mantenha as compras de títulos mensais por enquanto.

Autoridades do banco central se reúnem nesta terça-feira e na quarta-feira para avaliar a economia e ponderar sobre a política monetária. A expectativa é de que mantenham o programa de compra de títulos de 85 bilhões de dólares ao mês inalterado pelo menos até março do próximo ano, de acordo com pesquisa da Reuters.   Continuação...