Preços ao produtor brasileiro desaceleram alta a 0,62% em setembro

quarta-feira, 30 de outubro de 2013 10:03 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 30 Out (Reuters) - O Índice de Preços ao Produtor (IPP) brasileiro atingiu em setembro o menor nível desde maio deste ano ao desacelerar a alta a 0,62 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Em maio, o IPP havia avançado 0,24 por cento, e nos meses seguintes permaneceu acima de 1 por cento, atingindo o pico de 2013 em agosto, a 1,43 por cento, segundo dado revisado pelo IBGE, após divulgar anteriormente avanço de 1,48 por cento.

Em setembro, 13 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta na comparação mensal, segundo o IBGE. As maiores variações positivas ocorreram nos preços de bebidas (3,61 por cento) e alimentos (1,58 por cento).

As maiores variações negativas foram registradas por impressão (-2,92 por cento), madeira (-2,38 por cento) e fumo (-2,23 por cento).

Já as maiores influências sobre o indicador em setembro vieram de alimentos (0,32 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,13 ponto), outros produtos químicos (0,11 ponto) e bebidas (0,10 ponto).

No acumulado em 12 meses até setembro, o IPP apresentou alta de 5,86 por cento, ante 5,92 por cento em agosto. Nesta base de comparação, as maiores variações ocorreram em fumo (13,54 por cento), outros produtos químicos (10,22 por cento) e papel e celulose (10,11 por cento).

Os principais impactos nesse caso vieram de alimentos (1,15 ponto percentual), outros produtos químicos (1,10 ponto) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,69 ponto).

A desaceleração dos preços ao produtor deve continuar em outubro, como apontado pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M). Neste mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) do IGP-M desacelerou a alta a 1,09 por cento, ante 2,11 por cento em setembro.

Diante do recuo do dólar para o patamar de 2,20 reais nas últimas semanas, depois de chegar a bater 2,45 reais em agosto, o mercado acredita num alívio no repasse do câmbio para a inflação.

O IPP mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)