ENTREVISTA-Premiê russo quer crédito mais barato para estimular economia

sexta-feira, 1 de novembro de 2013 11:39 BRST
 

Por Stephen Adler e Timothy Heritage

MOSCOU, 1 Nov (Reuters) - A Rússia tem que impulsionar o fluxo de crédito para as empresas a fim de promover uma recuperação conduzida pelo investimento, mas não irá abandonar a cautela fiscal para superar a pressão na economia proveniente das fracas exportações, disse o primeiro-ministro do país, Dmitry Medvedev.

Em entrevista à Reuters, o ex-presidente disse que não vê contradição entre a consolidação fiscal e o desenvolvimento econômico, e disse que o governo irá avançar com a privatização a um custo correto.

A prioridade, disse ele, é impulsionar o crescimento, o qual destacou estar muito baixo em nível esperado de menos de 2 por cento neste ano, após ter registrado média de cerca de 7 por cento em grande parte da década antes da crise global de 2008 a 2009.

"O que estamos planejando fazer? Uma série de medidas é claro, mas não há fórmula mágica para impulsionar o crescimento. Em qualquer caso, se houver, não sabemos qual é", disse Medvedev em entrevista na quinta-feira.

Medvedev, 48, disse que um primeiro passo vital para afastar a economia de 2 trilhões de dólares da recessão é garantir fluxos de crédito acessíveis à economia.

Essa postura fica desalinhada com a da nova presidente do banco central russo, Elvira Nabiullina, que disse que o crédito mais barato pode não ajudar a economia e que pode ser contraproducente.

O governo russo tem aprovado medidas para tornar o crédito mais acessível, abrandando regulações de securitizações para tornar os empréstimos disponíveis para pequenas empresas, e melhorando o financiamento dos programas de empréstimo a pequenas empresas do banco estatal de desenvolvimento VEB.

 
Primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev durante entrevista à Reuters em Moscou. A Rússia tem que impulsionar o fluxo de crédito para as empresas a fim de promover uma recuperação conduzida pelo investimento, mas não irá abandonar a cautela fiscal para superar a pressão na economia proveniente das fracas exportações, disse Medvedev. 31/10/2013. REUTERS/Grigory Dukor