Smiles minimiza impacto de mudança em modelo de milhas da Gol

sexta-feira, 1 de novembro de 2013 14:09 BRST
 

SÃO PAULO, 1 Nov (Reuters) - A Smiles acredita que a mudança no modelo de acúmulo de milhas pela empresa aérea Gol, anunciado em setembro, não terá impacto significativo para a companhia de fidelidade, segundo seu presidente, Leonel Andrade, em teleconferência com jornalistas.

"É natural que a mudança da Gol possa reduzir a quantidade de milhas acumuladas no futuro, mas avaliamos que não tem impacto significativo", disse ele, nesta sexta-feira.

A Gol anunciou em setembro que adotaria um novo modelo para contagem de milhas, em que as tarifas promocionais não acumularão pontos, e no qual passará a calcular as milhas de voos domésticos considerando o valor da passagem e não a distância do voo.

O presidente da Smiles destacou que as mudanças entraram em vigor em 10 de outubro, e que ainda é cedo para avaliar os impactos. O executivo, porém, afirmou que a mudança também será positiva.

"A prioridade de um programa de relacionamento é para os clientes mais fiéis. Vai priorizar aqueles que priorizam a Gol nas viagens."

A Smiles divulgou na noite de quinta-feira lucro líquido de 63 milhões de reais de julho a setembro, alta de 30,5 por cento sobre o trimestre imediatamente anterior.

O acúmulo de milhas teve alta de 17,2 por cento no terceiro trimestre, ante abril a junho, com destaque para o aumento no acúmulo de parceiros com exceção da Gol, em 20,1 por cento.

Considerando apenas a empresa aérea, o acúmulo de milhas subiu 9,1 por cento, na mesma base de comparação.

As ações da Smiles subiam 2,04 por cento às 11h40, a 29,99 reais. Os papéis não integram o Ibovespa, que tinha queda de 0,55 por cento.

(Por Roberta Vilas Boas)

 
Foto de arquivo de aeronaves da Gol no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A Smiles acredita que a mudança no modelo de acúmulo de milhas pela empresa aérea Gol, anunciado em setembro, não terá impacto significativo para a companhia de fidelidade, segundo seu presidente, Leonel Andrade, em teleconferência com jornalistas. 11/07/2011 REUTERS/Nacho Doce