Bullard, do Fed, pede paciência para reduzir estímulo com inflação baixa

sexta-feira, 1 de novembro de 2013 14:35 BRST
 

Por Alister Bull e Jonathan Spicer

ST. LOUIS/NOVA YORK, 1 Nov (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deveria esperar por sinais de que a inflação do país está em trajetória de alta antes de começar a reduzir o programa de estímulo monetário, disse o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard.

No entanto, ele recusou-se a precisar se acredita que a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em dezembro, seria cedo demais para tomar essa decisão.

"Não quero especular sobre o que o comitê fará em dezembro", afirmou a jornalistas após participar de fórum de consultores financeiros. "Tenho defendido que mantenhamos abertas nossas opções em todas as reuniões".

Bullard, que votou nesta semana pela manutenção do programa de compra de ativos em ritmo de 85 bilhões de dólares ao mês, é geralmente considerado um centrista entre os integrantes do Fomc.

O Fed, que tem mantido as taxas de juros perto de zero desde o fim de 2008 e quadruplicou seu balanço patrimonial para 3,8 trilhões de dólares por meio de agressivas compras de títulos, optou pela extensão do estímulo monetário após uma série de leituras fracas da economia.

Bullard disse que o imenso balanço patrimonial criou riscos de instabilidade financeira e afirmou que autoridades gostariam de "abandonar o território não mapeado, se possível".

Mas a inflação anual, que ficou em 1,2 por cento em agosto de acordo com a medida de preços preferida pelo Fed, permanece bem abaixo da meta de médio prazo do banco central de 2 por cento, emendou.

"Eu gostaria de ver a inflação voltando a caminhar em direção à meta antes de decidirmos reduzir o programa de compra de títulos", disse Bullard. "Se víssemos ela voltando, tivéssemos alguma evidência de que ela está voltando à meta, acho que seria útil se quisermos tomar uma decisão".

Economistas agora acreditam que o Fed vai esperar até 2014 antes de começar a reduzir o programa, embora clara melhora nos indicadores econômicos nos próximos dois meses possa reviver a perspectiva de ação do Fed na reunião de 17 e 18 de dezembro.