Setor de aço espera alta de produção em 2014, após outro trimestre fraco

segunda-feira, 4 de novembro de 2013 16:14 BRST
 

SÃO PAULO, 4 Nov (Reuters) - O setor siderúrgico espera elevar sua produção no Brasil em 2014, depois de um ano em que as previsões de crescimento foram zeradas e de um terceiro trimestre em que o volume produzido já reportado por Usiminas e Gerdau para o país mostrou queda na comparação anual.

Segundo o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, o setor ainda está trabalhando nas perspectivas para a próximo ano, mas a esperança é de crescimento.

"O ano de 2013 foi tão ruim que alguma melhoria tem que acontecer em 2014", afirmou Mello Lopes em evento do setor a jornalistas.

Ele citou como fatores positivos para a expectativa aumento de gastos públicos diante da proximidade das eleições, medidas de defesa comercial tomadas pelo Brasil nos últimos meses, que incluíram chapa grossa, insumo voltado a aplicações em setores como naval e de caminhões.

Segundo o presidente do IABr, o nível de ociosidade da indústria produtora de aço no país está em cerca de 70 por cento, quando o ideal são patamares acima de 80 por cento. O setor tem capacidade de produção de 48,9 milhões de toneladas, mas a demanda interna prevista para este ano é de cerca de 29 milhões de toneladas.

Os primeiros resultados de terceiro trimestre das siderúrgicas de capital aberto do Brasil indicaram forte melhora operacional após estratégia de corte de custos, aumento de preços e foco das vendas no mercado interno, mais rentáveis que exportações.

Mas a produção de aço bruto no Brasil no terceiro trimestre de Usiminas e Gerdau, as duas primeiras empresas do setor a divulgarem resultados para o período, recuou na comparação com um ano antes, e ficou apenas levemente acima do produzido entre abril e junho deste ano.

Enquanto a produção de aço bruto da Usiminas caiu 3 por cento sobre o terceiro trimestre de 2012, a produção da unidade Brasil da Gerdau recuou quase 7 por cento na mesma comparação.

"Não vejo nada significativo que permita termos um olhar mais otimista (para este ano). Não houve mudanças significativas em termos de PIB", disse Mello Lopes sobre o resultado das empresas no terceiro trimestre. "O que houve foi melhora de racionalização de processos (produtivos)."   Continuação...