Comissão da UE estima expansão de 1,1% na zona do euro em 2014

terça-feira, 5 de novembro de 2013 10:37 BRST
 

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS, 5 Nov (Reuters) - A economia da zona do euro irá crescer de forma levemente mais lenta no próximo ano do que esperado anteriormente devido à demanda privada mais fraca, e os investimentos e a inflação permanecerão bem abaixo da meta do banco central nos próximos dois anos.

As projeções da Comissão Europeia publicadas nesta terça-feira devem somar-se aos argumentos para uma redução da taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), que discutirá seu próximo movimento de política na quinta-feira.

O braço executivo da União Europeia informou em estimativa regular que a economia dos 18 países que irão compartilhar o euro a partir do próximo ano irá expandir 1,1 por cento em 2014, após contração de 0,4 por cento neste ano. Em 2015, o crescimento da zona do euro deve acelerar para 1,7 por cento.

Em maio, a Comissão estimou que a zona do euro cresceria 1,2 por cento em 2014, mas então fez suposições mais otimistas quanto ao consumo privado e ao investimento, embora as expectativas da demanda do governo tenham permanecido inalteradas.

Não obstante, a recessão da zona do euro está ficando para trás a partir do segundo trimestre deste ano e o ritmo de recuperação irá acelerar a cada trimestre.

A política fiscal rigorosa foi um dos principais fatores por trás da recessão de dois anos da zona do euro, mas ajudou a recuperar certa confiança dos investidores.

A Comissão Europeia estima que o déficit orçamentário agregado da zona do euro irá encolher para 2,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e 2,4 por cento em 2015, ante 3,1 por cento neste ano, conforme a consolidação continua em um ritmo mais lento para ajudar o crescimento.

A dívida pública atingirá 95,9 por cento do PIB no próximo ano, ante 95,5 por cento neste ano e então diminuirá para 95,4 por cento em 2015, de acordo com a Comissão.

A Comissão informou que a alta dos preços ao consumidor na zona do euro, que o BCE quer manter abaixo, mas próximo de 2 por cento em um horizonte de dois anos, será de 1,5 por cento neste ano e no próximo, e de apenas 1,4 por cento em 2015 com o desemprego ficando nos níveis de máxima recorde por volta de 12 por cento.

(Reportagem de Jan Strupczewski)