BR Properties decepciona com 3º tri e ações caem

terça-feira, 5 de novembro de 2013 14:56 BRST
 

SÃO PAULO, 5 Nov (Reuters) - A BR Properties liderava as perdas do Ibovespa nesta terça-feira, após a empresa ter tido lucro trimestral dentro do esperado, mas com piora na renegociação de contratos, levando o mercado a piorar as perspectivas para a companhia.

De julho a setembro, a empresa de investimento em imóveis comerciais mostrou forte desaceleração no chamado "leasing spread", linha que reflete o ganho real com renovações ou revisões de contratos e novas locações de áreas vagas.

Enquanto o leasing spread dos escritórios teve queda de 13,5 pontos percentuais ante igual período de 2012, a 8,8 por cento, o leasing spread industrial caiu 29 pontos percentuais na comparação anual, ficando negativo em 11,5 por cento.

Em teleconferência com analistas, o diretor financeiro da empresa, Pedro Daltro, disse que a queda do leasing spread industrial não é uma tendência. "Não é isso que estamos vendo no quatro trimestre. (O segmento) industrial está relativamente resiliente e melhor que o de escritórios", afirmou.

O executivo acrescentou que o percentual de 8,8 por cento para escritórios é "muito bom".

Mas a reação do mercado era diferente. Para analistas do Credit Suisse, uma contração já era prevista no portfólio de escritórios, mas foi uma surpresa no segmento industrial. As ações da companhia caíam 4,2 por cento às 14h54, liderando as perdas do Ibovespa, que recuava 0,61 por cento.

"Apesar dos resultados trimestrais terem ficado em linha com nossas estimativas, estamos mais preocupados com as tendências", escreveram os analistas do banco, liderados por Nicole Hirakawa.

"Mantemos cautela com o mercado de escritórios em São Paulo, e mesmo que tenhamos premissas otimistas para as Torres JK e Cidade Jardim, com 90 por cento de ocupação no fim de 2014, tudo indica que a dinâmica de preços esteja caminhando a favor dos inquilinos", completou o time do Credit Suisse.

Na teleconferência, o presidente da BR Properties, Claudio Bruni, disse não ver excesso de oferta no mercado. "O que vemos daqui em diante é uma demanda um pouco mais fraca", completou.   Continuação...