China aumenta controle no mercado de algodão; repreende 2 empresas

terça-feira, 5 de novembro de 2013 11:59 BRST
 

PEQUIM, 5 Nov (Reuters) - Duas processadoras de algodão da China foram proibidas de vender a commodity ao órgão estatal de estocagem do país por suspeitas de que elas teriam misturado fibras importadas para tirar aproveito dos preços mais baixos do produto estrangeiro, informaram notificações oficiais.

A China está no início do terceiro ano de sua política de estocagem de algodão doméstico, que busca apoiar os produtores locais ao sustentar os preços de compra.

A reprimenda a duas empresas pode sinalizar que está havendo um controle mais rigoroso das práticas comerciais das processadoras de algodão, e caso isso gere uma queda nas importações, os preços globais podem ser pressionados.

As empresas Linqing Xinqiu Cotton e Dongguang Longxin Cotton foram barradas, segundo editais divulgados na internet pelo China National Cotton Reserves Corporation, órgão estatal responsável pela estocagem e venda para as reservas do Estado.

A Linqing Xinqiu Cotton não foi encontrada para comentar o assunto, enquanto a Dongguang Longxin Cotton não retornou imediatamente um telefonema pedindo comentário.

Enquanto o Estado pode comprar algodão importado para suas reservas, as processadoras chinesas são proibidas de vender importações para as reservas estatais, segundo os editais postados no website China Cotton Information.

As duas empresas também serão obrigadas a pegar de volta o algodão já vendido para o governo e cobrir quaisquer taxas.

(Reportagem de Dominique Patton)