PDG vê desaceleração de distratos; inflexão do caixa em 2014

quarta-feira, 6 de novembro de 2013 16:08 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 6 Nov (Reuters) - Embora ainda tenha projetos em análise para possível cancelamento em prosseguimento à sua reestruturação, a construtora e incorporadora PDG Realty vê uma desaceleração dos distratos e seu caixa deve atingir o ponto de inflexão no próximo ano.

Mas os prejuízos consecutivos e a ainda considerada elevada queima de caixa da companhia pressionaram os papéis da PDG nesta quarta-feira, para uma queda de cerca de 7 por cento.

"Tivemos dois pontos fora da curva e acreditamos, que tem grande probabilidade, que passamos pelo ponto máximo de distratos, mas este é um processo que é contínuo", disse o diretor-presidente, Carlos Piani, em teleconferência com analistas nesta quarta-feira, referindo-se ao maior número de cancelamentos em junho e julho deste ano.

Segundo ele, este processo tende a se desacelerar ao longo do tempo e os cancelamentos estão ocorrendo conforme o previsto.

A PDG ainda possui cinco projetos - com valor geral de vendas (VGV) de 251 milhões de reais - que poderão ser vendidos ou cancelados. Isso vai gerar um desembolso de caixa da companhia de 11,5 milhões de reais com distratos e uma redução de 200 milhões de reais de custos a incorrer de obras.

A companhia, que na véspera divulgou um prejuízo de 111,3 milhões de reais no terceiro trimestre, iniciou em 2012 uma revisão dos orçamentos de obras e dos empreendimentos lançados, com cancelamento ou venda de alguns, o que foi acelerado a partir do segundo trimestre, quando se desfez de 24.

No terceiro trimestre, a PDG cancelou outros 19 projetos que já havia sinalizado como passíveis de serem abortados. Assim, a companhia teve um impacto contábil de 60,2 milhões de reais na demonstração de resultado, além de uma redução de 413 milhões de reais do estoque a valor de mercado. O desembolso estimado com distratos foi de 36,3 milhões de reais.

"Esses cancelamentos reafirmam a nossa diretriz de disciplina financeira e operacional como pilares de sucesso de longo prazo, a despeito dos efeitos contábeis negativos no curto prazo", disse a companhia em seu relatório de resultados.

Além dos 19 projetos abortados, a PDG também registrou uma baixa contábil de oito projetos que foram cancelados em 2011, com VGV de 226,4 milhões de reais, além de um impacto contábil de 6,8 milhões de reais na demonstração de resultado.   Continuação...