ArcelorMittal tem resultado maior que o esperado no 3o tri

quinta-feira, 7 de novembro de 2013 08:53 BRST
 

BRUXELAS, 7 Nov (Reuters) - A ArcelorMittal, maior grupo produtor de aço do mundo, teve resultado acima do esperado para o terceiro trimestre, impulsionado por aumento nas vendas de minério de ferro e economias de custos. A companhia também declarou que tem otimismo cauteloso sobre 2014.

A empresa, que produz 6 a 7 por cento do aço mundial e é duas vezes maior que sua rival mais próxima, informou que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do segundo semestre, normalmente mais fraco que o primeiro, será pelo menos igual ao período de janeiro a junho.

A companhia divulgou que uma melhoria na lucratividade este ano foi conduzida por aumento de 1 a 2 por cento nas vendas de aço, crescimento de 20 por cento no minério de ferro vendido a preços de mercado e ganhos obtidos com uma variedade de planos de corte de custos.

"Apesar das condições operacionais continuarem desafiadoras, os indicadores econômicos estão melhorando e estamos cautelosamente otimistas sobre as perspectivas para 2014", disse o presidente-executivo da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, em comunicado.

O Ebitda da companhia somou 1,71 bilhão de dólares no terceiro trimestre, crescimento de 18,5 por cento sobre um ano antes e marginalmente mais alto que o tradicionalmente forte segundo trimestre. Pesquisa da Reuters com expectativas de 9 analistas indicava Ebitda da ArcelorMittal em 1,56 bilhão de dólares para o período.

Em termos líquidos, porém, a companhia registrou prejuízo de 193 milhões de dólares, no quinto trimestre consecutivo de resultado negativo.

A ArcelorMittal prevê que o consumo aparente global de aço vai subir cerca de 3,5 por cento este ano. A companhia estimava anteriormente alta de 3 por cento. A mudança ocorreu por alteração para cima nas perspectivas para o mercado chinês.

Mas a empresa cortou a previsão para o consumo de aço pelos Estados Unidos para entre estabilidade e declínio de 1 por cento ante estimativa anterior de estabilidade a crescimento de 1 por cento.

(Por Philip Blenkinsop)