7 de Novembro de 2013 / às 12:27 / 4 anos atrás

Braskem volta ao lucro no 3º tri, mas vê 2014 com cautela

SÃO PAULO, 7 Nov (Reuters) - A maior petroquímica da América Latina, Braskem, voltou ao lucro no terceiro trimestre, mas fez previsões cautelosas para 2014, diante do baixo crescimento econômico do país.

Segundo o presidente da empresa, Carlos Fadigas, o ano que vem não deverá ser de forte crescimento, apesar de eventos como Copa do Mundo e Eleições.

"Há um cenário de incerteza. Não apostaria nada que não seja (de crescimento da demanda por resina) em linha com o crescimento do PIB", disse a jornalistas nesta quinta-feira. Para 2013, a Braskem vê a demanda por resinas termoplásticas no Brasil em alta de 7 a 8 por cento.

Mais cedo, a companhia anunciou que teve lucro líquido de 394 milhões de reais no terceiro trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período de 2012 e no segundo trimestre deste ano, com apoio de desoneração fiscal para o setor.

Seu desempenho medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou de 1,65 bilhão de reais, salto de 77 por cento sobre mesmo período de 2012. A margem passou de 10,1 para 15,4 por cento.

O crescimento no Ebitda foi impulsionado por alta na diferença de preços entre resinas termoplásticas e petroquímicos básicos e o preço de insumos no mercado internacional. Essa diferença cresceu 29 por cento no caso das resinas e 24 por cento com relação aos petroquímicos básicos.

A Braskem fechou o trimestre com alta de 16 por cento na receita líquida, a 10,7 bilhões de reais. Já o custo de produtos vendidos avançou 9 por cento, a 9 bilhões de reais.

A companhia informou no balanço que setores mais dependentes de investimentos em infraestrutura no Brasil não indicam retomada da produção, após o consumo aparente de resinas termoplásticas entre julho e setembro cair 8 por cento na base sequencial.

INVESTIMENTOS E PROJETO NO MÉXICO

Os investimentos da companhia somaram 1,699 bilhão de reais entre janeiro e setembro, ante a estimativa de investir 2,244 bilhões no ano todo. Fadigas afirmou que a empresa ainda está fechando os números para 2014, que deve ficar levemente acima do estimado para este ano.

"Ano que vem tende a ser um pouco mais porque duas de nossas centrais terão paradas (para manutenção)", disse.

Apenas no Projeto Etileno XXI, no estado mexicano de Veracruz, o investimento deste ano somou 716 milhões de reais até setembro, acima dos 536 milhões previstos para todo o ano.

Segundo Fadigas, isso ocorreu devido à desvalorização do real ante o dólar, à antecipação de equipamentos para a unidade, e à demora maior que o esperado para obter reembolso de impostos pagos na compra de máquinas no México. Mas Fadigas ressaltou que o projeto está dentro do orçamento e deve ser concluído no prazo, com início de operações em meados de 2015.

Questionado sobre a venda de ativos, o executivo disse que a petroquímica avalia se desfazer dos considerados não estratégicos. NO fim de 2012, a empresa anunciou a venda da unidade de tratamento de água no polo de Camaçari.

Às 13h40, a ação da companhia na Bovespa tinha estabilidade, a 19,39 reais. No mesmo instante, o Ibovespa recuava 1,05 por cento.

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