BCE surpreende e reduz juros para nova mínima recorde após inflação desacelerar

quinta-feira, 7 de novembro de 2013 13:39 BRST
 

Por Paul Carrel

FRANKFURT, 7 Nov (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa básica de juros para nova mínima recorde nesta quinta-feira, reagindo à desaceleração na inflação, e informou que pode fornecer liquidez aos bancos por um período mais prolongado para evitar que a recuperação da zona do euro seja estagnada.

A decisão gerou uma reação em cadeia nos mercados, com as bolas europeias em alta.

O Conselho Diretor formado por 23 membros enfrentou intenso escrutínio do mercado, após desaceleração inesperada na inflação da zona do euro para 0,7 por cento em outubro --bem abaixo da meta do banco de logo abaixo de 2 por cento.

"Podemos experimentar um prolongado período de baixa inflação, com alguns movimentos graduais para cima, mas próximo de 2 por cento", afirmou o presidente do BCE, Mario Draghi, em entrevista coletiva.

"Temos toda uma série de instrumentos para ativar antes de alcançarmos o limite mais baixo... Em princípio, nós podemos até cortar ainda mais a taxa de juros", disse ele.

Pedidos de ministros do governo e da indústria --com os mais insistentes vindo da Itália-- para que o BCE afrouxasse a política a fim de ajudar a reduzir a taxa de câmbio do euro também ampliaram a pressão sobre o Conselho, embora poucos analistas esperassem mudança neste mês.

O BCE cortou sua principal taxa de refinanciamento em 0,25 ponto percentual, para 0,25 por cento. Isso manteve a taxa de depósito em zero e reduziu a taxa de empréstimo para 0,75 por cento, ante 1,00 por cento.

Autoridades do euro têm quase descartado a ameaça de deflação, como a que levou à "década perdida" no Japão, mas não querem ser pegos de surpresa. Draghi afirmou que havia um acordo geral sobre a necessidade de agir, mas havia divergências sobre o momento da ação.   Continuação...

 
Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, participa de entrevista coletiva em Frankfurt, na Alemanha. O BCE reduziu sua taxa básica de juros nesta quinta-feira para nova mínima recorde de 0,25 por cento, reagindo à desaceleração inesperada na inflação que ficou bem abaixo da meta do banco, o que gera temores de que a recuperação econômica da zona do euro pode ser sufocada. 07/11/2013. REUTERS/Ralph Orlowski