November 7, 2013 / 1:33 PM / 4 years ago

BCE surpreende e reduz juros para nova mínima recorde após inflação desacelerar

3 Min, DE LEITURA

Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, participa de entrevista coletiva em Frankfurt, na Alemanha. O BCE reduziu sua taxa básica de juros nesta quinta-feira para nova mínima recorde de 0,25 por cento, reagindo à desaceleração inesperada na inflação que ficou bem abaixo da meta do banco, o que gera temores de que a recuperação econômica da zona do euro pode ser sufocada. 07/11/2013.Ralph Orlowski

Por Paul Carrel

FRANKFURT, 7 Nov (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa básica de juros para nova mínima recorde nesta quinta-feira, reagindo à desaceleração na inflação, e informou que pode fornecer liquidez aos bancos por um período mais prolongado para evitar que a recuperação da zona do euro seja estagnada.

A decisão gerou uma reação em cadeia nos mercados, com as bolas europeias em alta.

O Conselho Diretor formado por 23 membros enfrentou intenso escrutínio do mercado, após desaceleração inesperada na inflação da zona do euro para 0,7 por cento em outubro --bem abaixo da meta do banco de logo abaixo de 2 por cento.

"Podemos experimentar um prolongado período de baixa inflação, com alguns movimentos graduais para cima, mas próximo de 2 por cento", afirmou o presidente do BCE, Mario Draghi, em entrevista coletiva.

"Temos toda uma série de instrumentos para ativar antes de alcançarmos o limite mais baixo... Em princípio, nós podemos até cortar ainda mais a taxa de juros", disse ele.

Pedidos de ministros do governo e da indústria --com os mais insistentes vindo da Itália-- para que o BCE afrouxasse a política a fim de ajudar a reduzir a taxa de câmbio do euro também ampliaram a pressão sobre o Conselho, embora poucos analistas esperassem mudança neste mês.

O BCE cortou sua principal taxa de refinanciamento em 0,25 ponto percentual, para 0,25 por cento. Isso manteve a taxa de depósito em zero e reduziu a taxa de empréstimo para 0,75 por cento, ante 1,00 por cento.

Autoridades do euro têm quase descartado a ameaça de deflação, como a que levou à "década perdida" no Japão, mas não querem ser pegos de surpresa. Draghi afirmou que havia um acordo geral sobre a necessidade de agir, mas havia divergências sobre o momento da ação.

"Riscos de deflação e o euro mais forte parecem ter motivado a mudança do BCE. É obvio que o BCE, sob a presidência de Draghi, tem se tornado muito mais pró-ativo do que com qualquer um de seus antecessores", disse o economista do ING, Carsten Brzeski.

Todos com exceção de um entre os 23 operadores do mercado consultados pela Reuters nesta semana esperavam que o BCE mantivesse a política na reunião desta quinta-feira, à espera de uma visão mais clara da direção que a inflação da zona do euro está tomando.

Liquidez Por Mais Tempo

Draghi repetiu a orientação do banco central de que as taxas irão se manter nos "níveis atuais ou abaixo" por um período prolongado.

Ele também disse que os bancos seriam capazes de contar com o tanto de liquidez que eles precisarem por mais tempo, com as principais operações de refinanciamento dos bancos a serem oferecidas a uma taxa fixa com "alocação total", pelo menos até julho de 2015.

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