Recuperação da popularidade para, mas Dilma lidera com folga corrida de 2014

quinta-feira, 7 de novembro de 2013 14:47 BRST
 

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 7 Nov (Reuters) - Após a recuperação registrada em setembro, passado o baque das manifestações de junho, a popularidade da presidente Dilma Rousseff ficou praticamente estável em novembro, mas ela lidera com folga a corrida eleitoral de 2014, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quinta-feira.

Segundo o levantamento do instituto MDA encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a avaliação positiva do governo passou para 39,0 por cento, ante 38,1 por cento em setembro.

Também na avaliação do desempenho pessoal da presidente houve pouca mudança desde setembro. Agora 58,8 por cento aprovam, contra 58,0 por cento na última sondagem. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.

Os números seguem bem abaixo dos níveis anteriores às manifestações de junho. Naquele mês, antes dos efeitos dos protestos, a aprovação de Dilma estava em 73,7 por cento e a avaliação positiva do governo era de 54,2 por cento. Em julho, a avaliação positiva tinha caído para 31,3 por cento e a aprovação para 49,3 por cento.

Para o presidente da CNT, senador Clésio Andrade (PMDB-MG), o resultado de novembro reflete um esforço de "marketing" em torno da imagem da presidente Dilma e de seu governo, o que também teve efeito na corrida eleitoral.

"Os índices indicam realmente a manutenção da recuperação da presidente Dilma... tais índices, sem dúvida, estão sendo puxados por uma alta exposição da presidenta e dentro de uma linha de marketing muito forte", disse o senador, que integra base governista.

Como exemplo da alta exposição da presidente, Clésio citou o recente pronunciamento de Dilma em cadeia nacional de rádio e TV sobre o leilão da área de Libra do pré-sal, em outubro.

Ainda de acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta, a avaliação negativa do governo passou para 22,7 por cento, ante 21,9 por cento em setembro. E para 37,7 por cento do entrevistados, a avaliação foi regular, ante 39,7 por cento do levantamento anterior.   Continuação...