Dólar sobe 0,51% ante real, de olho em Fed; na semana, avança 2,71%

sexta-feira, 8 de novembro de 2013 20:47 BRST
 

Por Marília Carrera e Bruno Federowski

SÃO PAULO, 8 Nov (Reuters) - O dólar fechou em alta ante o real nesta sexta-feira, tendo encostado durante o pregão no patamar de 2,35 reais, sob a expectativa de que o programa de estímulos do banco central dos Estados Unidos possa começar a ser reduzido em breve, diante de dados positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano.

O dólar fechou em alta de 0,51 por cento, a 2,3185 reais na venda. Na máxima do dia chegou a disparar 1,73 por cento, a 2,3465 reais, movimento que perdeu força na parte final do pregão por correções. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,71 por cento ante o real.

Segundo dados da BM&F, o volume de negociação ficou em cerca de 1,2 bilhão de dólares.

"Ao que parece, o Fed está prestes a diminuir o programa de estímulo. Isso deixa o mercado nervoso", disse o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.

Pela manhã, dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos levaram o dólar a registrar forte alta ante o real. A criação de empregos nos EUA acelerou inesperadamente em outubro, apesar da paralisação temporária do governo. Os empregadores abriram 204 mil novas vagas no mês passado, bem acima de expectativa de pesquisa Reuters de criação de 125 mil postos de trabalho.

"Os índices norte-americanos estão dando o tom do mercado", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. "O pessoal estava esperando a divulgação do 'payroll' para tomar suas decisões e, agora que ele saiu melhor que o esperado, voltaram as perspectivas de que o Fed irá antecipar a redução dos estímulos para dezembro", acrescentou.

Os dados do mercado de trabalho são uma das principais variáveis econômicas que o Fed analisa para direcionar seus próximos passos de política monetária. Hoje, ele injeta 85 bilhões de dólares por mês para estimular na economia norte-americana, e parte destes recursos costuma migrar para países emergentes em busca de rendimentos maiores.

Com os sinais de recuperação da maior economia do mundo, crescem as apostas de que o banco central do país vai começar a retirar seus estímulos em breve, ainda neste ano, o que diminuirá a liquidez nos mercados.   Continuação...