Dow e S&P sobem pela 5ª semana; setor financeiro lidera alta

sexta-feira, 8 de novembro de 2013 20:13 BRST
 

Por Angela Moon

NOVA YORK, 8 Nov (Reuters) - As ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta sexta-feira, recuperando-se da queda expressiva da última sessão, após o forte relatório sobre o mercado de trabalho do país dar força à tese de que a maior economia do mundo está mais firme do que se acreditava.

O índice Dow Jones avançou 1,08 por cento, a 15.761 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 1,34 por cento, a 1.770 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,60 por cento, para 3.919 pontos.

As ações do setor financeiro lideraram a alta no S&P 500 com um avanço de 2,3 por cento, depois de uma queda de mais de 1 por cento no setor na quinta-feira.

O papel do JPMorgan Chase avançou 4,5 por cento, para 53,96 dólares, enquanto as ações do Bank of America e do Citigroup acabaram ambas em alta superior a 3 por cento.

Com o avanço desta sessão, o Dow Jones e o S&P 500 registraram a quinta semana consecutiva de ganhos. Na semana, o Dow Jones subiu 0,9 por cento, o S&P 500 avançou 0,5 por cento e o Nasdaq perdeu 0,1 por cento.

"O foco tem se voltado fortemente para se a economia está crescendo, e embora a reação inicial ao relatório sobre o mercado de trabalho diga respeito à redução do estímulo do Fed ou ao aperto monetário, as pessoas estão vendo o aspecto positivo do crescimento", disse o presidente da companhia de investimento LibertyView Capital Management, Rick Meckler.

"Outro motivo por trás do avanço é ... a falta de alternativas. Mesmo que os investidores queiram embolsar lucros, considerando quanto o mercado já subiu, os juros de curto prazo continuam baixos e há risco em se colocar dinheiro em renda fixa", continuou.

O forte relatório de emprego --204.000 novos postos de trabalho foram criados no mês passado, bem mais do que os 125.000 esperados-- foi divulgado antes da abertura do mercado e inicialmente pressionou os futuros porque aumenta as chances de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, comece a reduzir o estímulo monetário até o fim do ano.

Os dados também derrubaram os preços dos Treasuries, títulos de dívida pública norte-americana, levando o yield (rendimento) da nota de 10 anos à máxima em mais de três semanas. O rali de quatro meses nos yields mais cedo neste ano pressionou os papéis, mas os dados fortes recentes aliviaram preocupações com os custos mais altos de financiamento.