Acionistas da Latam Airlines terão desconto de 7,5% em aumento de capital

terça-feira, 12 de novembro de 2013 13:33 BRST
 

SANTIAGO, 12 Nov (Reuters) - A Latam Airlines, maior grupo de transporte aéreo de passageiros da América Latina, iniciará o esperado aumento de capital de 1 bilhão de dólares no dia 20, com um desconto de 7,5 por cento para os atuais acionistas, informou a empresa.

As ações da empresa chegaram a cair mais de 3 por cento na bolsa chilena, logo após o anúncios, mas reduziu as perdas e às 13h20 (horário de Brasília) caíam 0,5 por cento.

A Latam fixou entre 20 de novembro e 19 de dezembro o período da oferta preferencial na qual os acionistas poderão participar.

O conglomerado, formado pela chilena LAN e pela brasileira TAM, disse na segunda-feira que quem subscrever a oferta preferencial terá um desconto sobre o preço médio dos papéis nos oito dias antes ao início do processo.

"A data limite que determina os acionistas que terão direito a exercer a opção preferencial na oferta é 14 de novembro", disse a empresa em comunicado à Bolsa de Santiago.

Os acionistas da Latam aprovaram em julho a operação que considera uma emissão de até 63,5 milhões de novas ações.

O aumento de capital, junto com a recente emissão de 450 milhões de dólares em bônus, tem o objetivo de melhorar os resultados financeiros do grupo e recuperar a classificação de "grau de investimento" que a LAN perdeu após a fusão com a TAM.

Na véspera, a Latam informou que teve lucro de 52,09 milhões de dólares no terceiro trimestre, devido a menores custos e um aumento na margem operacional, no que poderia ser o início de um ciclo de melhores resultados.

(Por Felipe Iturrieta)

 
Uma aeronave da LAN se aproxima do terminal no aeroporto metropolitano Aeroparque, em Buenos Aires, em 21 de agosto de 2013. A Latam Airlines, maior grupo de transporte aéreo de passageiros da América Latina, iniciará o esperado aumento de capital de 1 bilhão de dólares no dia 20, com um desconto de 7,5 por cento para os atuais acionistas, informou a empresa. REUTERS/Marcos Brindicci