BB tem lucro menor no 3o tri e vê acomodação no crédito; ações caem

terça-feira, 12 de novembro de 2013 16:18 BRST
 

Por Natalia Gómez

SÃO PAULO, 12 Nov (Reuters) - Um dos líderes na oferta de crédito do país nos últimos anos, o Banco do Brasil sinalizou um tom mais conservador nesta terça-feira, indicando que sua carteira para varejo deve crescer menos do que o esperado neste ano, assim como a sua margem financeira, o que derrubava suas ações na Bovespa.

O maior banco do país reportou lucro líquido de 2,704 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 0,9 por cento ante um ano antes. Em termos ajustados, o lucro foi de 2,61 bilhões de reais, queda de 1,8 por cento na mesma comparação.

O lucro veio pouco acima do esperado pela média de previsões de analistas ouvidos pela Reuters, de 2,527 bilhões.

Porém, o aumento da inadimplência e as previsões mais fracas do banco para margens decepcionaram o mercado e fazia as ações do BB desabarem 5,5 por cento às 16h10, a pior queda do Ibovespa, que caía 1,6 por cento no mesmo instante.

Pressionado pela menor demanda por crédito devido ao fraco crescimento econômico e pela concorrência mais acirrada dos bancos privados, o banco moderou suas previsões para o crédito pessoa física, segundo o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB, Ivan de Souza Monteiro.

A previsão de crescimento desta carteira para este ano passou da faixa de 16 a 20 por cento para 14 a 18 por cento. A revisão refletiu menor demanda por crédito e mais concorrência, disse Monteiro. "Não foi orientação do governo, mas resultado de menor demanda e mais concorrência", disse a jornalistas.

O banco manteve a previsão para o crescimento total da carteira de crédito ampliada no Brasil em 2013 em 17 a 21 por cento, já que elevou a expectativa de expansão de empréstimos ao agronegócio, para 24 a 28 por cento ante 22 a 26 por cento.

A projeção de crédito para 2014 ainda será definida, mas devem ficar mais conservadoras nas duas modalidades de crédito que mais impulsionam a carteira neste ano: o imobiliário e o agronegócio. Para Monteiro, será difícil obter em 2014 o mesmo crescimento obtido neste ano. "Deve haver uma acomodação porque o desempenho foi muito forte e é difícil repetir", disse.   Continuação...