13 de Novembro de 2013 / às 19:58 / 4 anos atrás

Leilão de transmissão tem 26 candidatos; lances devem ser cautelosos

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 13 Nov (Reuters) - O leilão de transmissão de energia de quinta-feira tem 26 proponentes aptos a participar na competição, entre as quais subsidiárias da Eletrobras, Copel, CPFL e a chinesa State Grid, mas os lances não tendem a ser muito agressivos, segundo analistas do setor, com deságios nas médias dos praticados no últimos leilões.

Dez consórcios e 16 empresas individuais estão aptas para o leilão, que licitará 13 lotes de empreendimentos que totalizam investimentos de cerca de 3,6 bilhões de reais, segundo informou a Comissão Especial de Licitação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quarta-feira.

Serão licitadas 14 linhas de transmissão e 18 subestações nos estados de Acre, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. A Receita Anual Permitida de referência (RAP) máxima a ser paga aos empreendedores vencedores, considerando todos os empreendimentos, é de 309,3 milhões. Vence quem apresentar o menor valor de RAP por lote.

As linhas a serem licitadas somam 2.640 quilômetros e o prazo de conclusão das obras varia entre 24 e 48 meses.

As empresas que se inscreveram para participação individual no leilão são Copel, State Grid, Taesa, Alupar, Celg, Abengoa, CPFL, Cymi Holding, Empresa Catarinense de Transmissão de Energia (ECTE), Elecnor, Empresa Amazonense de Transmissão de Energia, Linhas de Xingu Transmissão de Energia, Orteng, Lintran do Brasil Participações, e as subsidiárias da Eletrobras Eletrosul e Eletronorte.

A paranaense Copel também forma 4 consórcios --dois com Furnas e dois com Elecnor. Furnas forma ainda consórcio com a espanhola Cymi Holding e outro com a goiana Celg.

Eletrosul também está em consórcio com a CEEE-GT. As empresas devem disputar o lote no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina (lote I, no período da audiência pública). "As informações que temos são que os interessados principais nesse lote somos nós. Estamos vendo possibilidade de não ter concorrente", disse o diretor de transmissão da CEEE, Gilberto Silva da Silveira.

O leilão também traz empresas pouco conhecidas no setor. Um dos consórcios tem a Fluxo Engenharia e a Mapasgeo Topografia e Projetos na sua composição. Outro traz a empresa Engenharia São Patrício e a Rio Agropecuário e Participações Societárias. Braxenergy Desenvolvimento de Projetos de Energia e LT Bandeirante Empreendimentos formam mais um consórcio.

Apesar do grande número de inscritas, a diretora executiva da consultoria Thymos Energia, Thaís Prandini, avalia que as empresas não devem ser tão agressivas no leilão. "O deságio não tende a ser muito grande porque ultimamente o que temos visto é que as empresas vão muito mais alinhadas do que antigamente", disse ela ao se referir à preparação das companhias para a competição, incluindo a maior precisão em definir o capex.

Ela ressaltou que a ausência da Chesf, tradicional do setor de transmissão, entre as habilitadas, foi uma surpresa -- mesmo considerando que a empresa está restrita a fatia máxima de 49 por cento em consórcio, devido a histórico de atrasos em obras.

Cteep também não está na lista, mas a companhia já havia informado que não deve participar da competição por novos empreendimentos até o governo definir indenização adicional que ela tem a receber por investimentos não amortizados em ativos que tiveram concessão renovada.

O diretor-executivo da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), César de Barros Pinto, também avalia que não deve haver fortes deságios. "Espero que não dê (lotes) vazios, mas tem a possibilidades sim. Diminuiu muito o interesse na expansão da transmissão".

A habilitação das empresas para a licitação não significa que elas apresentarão propostas no momento do leilão.

LOTES

O leilão terá empreendimentos que já participaram de outros certames e que não tiveram interessados, incluindo o lote A, o maior em RAP máxima, no total de 174 milhões de reais. Composto por três linhas de transmissão e três subestações em São Paulo e Paraná, o lote inclui empreendimentos que tinham sido oferecidos separadamente no leilão de maio.

A Aneel elevou a RAP desses empreendimentos em 31 por cento para o leilão de quinta-feira, ante os valores estabelecidos na última vez, segundo Thaís Prandini, da Thymos.

O lote A tem empreendimentos que permitem o despacho pleno da energia de usinas do rio Madeira, entre outras funções. O reagrupamento de empreendimentos e elevação da RAP são maneiras de aumentar o interesse de empreendedores nos lotes.

O leilão começa às 10 horas, na BM&FBovespa.

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