14 de Novembro de 2013 / às 12:52 / em 4 anos

Com contração na França, recuperação da zona do euro quase cessa

Por Leigh Thomas e Martin Santa

Notas de euro são colocados em um gráfico de moeda em fotografia tirada em Zenica, na Bósnia e Herzegovina. A economia da zona do euro quase estagnou no terceiro trimestre em meio à frustração com a recuperação na França e à expansão mais lenta na Alemanha. 22/01/2011. REUTERS/Dado Ruvic

BRUXELAS/PARIS, 14 Nov (Reuters) - A economia da zona do euro quase estagnou no terceiro trimestre em meio à frustração com a recuperação na França e à expansão mais lenta na Alemanha.

A economia do bloco havia saído de sua mais longa recessão no trimestre anterior, mas o desemprego recorde e a falta de confiança do consumidor e do mercado continuam sufocando uma recuperação mais sólida.

Nos três meses até setembro, a economia combinada dos 17 países que compartilham o euro avançou 0,1 por cento, ritmo mais lento que o esperado. No trimestre anterior, a economia havia crescido 0,3 por cento, a primeira expansão em 18 meses.

A economia da França encolheu 0,1 por cento na comparação trimestral, ofuscando os sinais de recuperação de crescimento robusto nos três meses anteriores. A expectativa era de que registrasse crescimento trimestral de 0,1 por cento e agora já contraiu em três dos últimos quatro trimestres.

O crescimento da Alemanha desacelerou para 0,3 por cento, ante 0,7 por cento no segundo trimestre, mas a maior economia da Europa claramente continua em condição muito melhor. Seu desempenho correspondeu às estimativas.

A França está se tornando um foco de preocupação dentro da zona do euro. O Banco da França, banco central do país, prevê que a economia irá crescer 0,4 por cento no último trimestre do ano, mas as reformas trabalhistas e nas pensões do governo são vistas amplamente como muito tímidas.

“Foi particularmente desapontador ver a França sofrer queda de 0,1 por cento na comparação trimestral do PIB, o que destaca a preocupação com a sua competitividade”, disse o economista da IHS Global Insight, Howard Archer.

Relatório sobre a competitividade da França divulgado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, alertou que o país está ficando atrás dos países europeus do sul da Europa que têm reduzido os custos trabalhistas.

“Para reduzir a defasagem econômica e o tempo perdido, a França necessita manter as reformas estruturais”, disse o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría.

O crescimento da Alemanha foi alimentado pela demanda interna. As exportações vacilaram, outra indicação da fraqueza que pressiona o resto da zona do euro.

“Impulsos positivos vieram exclusivamente de dentro da Alemanha”, informou a Agência de Estatísticas alemã.

A Comissão Europeia prevê que a zona do euro vai encolher 0,4 por cento em 2013 antes de crescer em ritmo modesto de 1,1 por cento em 2014 e a 1,7 por cento em 2015.

Reportagem de Madeline Chambers, em Berlim; Reportagem adicional de Gavin Jones, em Roma

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