14 de Novembro de 2013 / às 15:03 / 4 anos atrás

Após poços secos, prejuízo da HRT cresce 417% no 3o tri

SÃO PAULO, 14 Nov (Reuters) - A petroleira HRT teve prejuízo líquido de 724,2 milhões de reais no terceiro trimestre do ano, contra prejuízo de 140,2 milhões no mesmo período de 2012, registrando o impacto de poços secos na Namíbia e no Solimões.

O prejuízo cresceu 417 por cento na comparação anual.

Entre as despesas operacionais no último trimestre, a companhia teve 133,9 milhões de reais para a baixa de poços secos e 616,2 milhões de reais relativos a “impairment” (ajuste contábil) sobre os bônus de subscrição para esses ativos.

Ao longo do ano, a companhia anunciou que três poços perfurados na Namíbia foram considerados secos ou sem volumes comerciais.

A companhia apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) negativa em 817,7 milhões de reais no último período, contra Ebitda negativo de 152,1 milhões de reais no mesmo trimestre do ano passado.

O Ebitda para os nove meses do ano de 2013 foi negativo em 1,478 bilhão de reais.

REDUÇÃO DE CUSTOS

Diante dos resultados, a HRT informou que deu continuidade, no terceiro trimestre, “às iniciativas corporativas com o intuito de ajustar a HRT ao tamanho apropriado (‘rightsizing’)”.

“Continuamos concentrando nossos esforços na adequação da Companhia de forma a torná-la mais enxuta, mais eficiente e menos onerosa”, afirmou.

A empresa disse ainda que está “também implementando prudentes planos de trabalho para 2014, tanto para o Solimões, quanto para a Namíbia, sólidas medidas de controle de caixa com ênfase na otimização de custos e preservação do caixa, redução da estrutura de nossa sede de 6 para 2 andares”, além da redução do quadro de funcionários de 383 para 232 pessoas.

“Ajustes significativos foram realizados na equipe administrativa, que foi reduzida de 5 para 3 Diretores, e na remuneração de seus membros, que também sofreu redução de 25 por cento. O custo total com a administração foi reduzido efetivamente em 51 por cento”, disse a empresa.

A empresa disse ainda que aguarda a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a transferência do campo de Polvo, “que deverá ocorrer logo”.

O acordo sobre Polvo foi fechado em maio. Por uma fatia no campo em produção, a HRT pagou na época 135 milhões de dólares.

“E estamos muito próximos de nos tornarmos uma Companhia em produção e geradora de receitas. A aquisição do Campo de Polvo é um marco na história da HRT, uma vez que essa iniciativa reduz o nosso risco financeiro e aumenta nossa participação em um ativo de produção.”

As ações da empresa operavam em alta de 5 por cento às 12h53.

Por Gustavo Bonato

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