Ibovespa sobe 2,34% e retoma 53 mil pts depois de Yellen defender estímulos nos EUA

quinta-feira, 14 de novembro de 2013 18:02 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 14 Nov (Reuters) - O principal índice da Bovespa voltou a superar os 53 mil pontos nesta quinta-feira, repercutindo declarações de Janet Yellen, indicada para comandar o banco central dos Estados Unidos, que atiçaram o apetite por risco, em meio à expectativa de manutenção da atual política monetária norte-americana.

Acompanhando a tendência das bolsas europeias e norte-americanas, o Ibovespa subiu 2,34 por cento, a 53.451 pontos. Com o ganho desta quinta-feira, o índice reduziu suas perdas em novembro para 1,48 por cento.

O giro financeiro do pregão foi de 7 bilhões de reais.

Depois de dados fortes do mercado de trabalho e do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA terem dado força ao entendimento de que o Federal Reserve poderia iniciar a reduzir seus estímulos já neste ano, as declarações de Yellen no Congresso do país trouxeram maior tranquilidade a investidores.

Yellen deixou claro que irá dar continuidade à política monetária extremamente expansionista até que as autoridades estejam convencidas de que está em andamento uma recuperação econômica duradoura, capaz de sustentar a criação de empregos.

"A expectativa de que Yellen vá manter a política da forma como está hoje e iniciará o tapering (redução de estímulos) somente no ano que vem traz ânimo para os mercados de risco", afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

As compras de títulos do Fed, atualmente de 85 bilhões de dólares mensais, têm sustentado os fluxos internacionais de recursos para países emergentes, como o Brasil, e ajudado os mercados acionários norte-americanos a atingirem máximas históricas neste ano.

"A bolsa (brasileira) estava apanhando um pouco mais pronunciadamente desde o fim de outubro, tendo saído da faixa dos 54 mil pontos para os 52 mil (em novembro). Nesse nível há uma certa sustentação de preços, e, com a notícias sobre o BC dos EUA, ela acaba recuperando", afirmou o gestor Rafael Barros, da Humaitá Investimentos.   Continuação...