Energia eólica é única fonte vencedora no leilão A-3

segunda-feira, 18 de novembro de 2013 14:30 BRST
 

SÃO PAULO, 18 Nov (Reuters) - A fonte eólica dominou o leilão de energia A-3 realizado nesta segunda-feira, sendo a única fonte a vender de energia na competição, elevando o número de novos projetos eólicos contratados em leilões públicos em 2013 para cerca de 2,4 gigawatts (GW) de capacidade a ser instalada.

No leilão A-3, que contratou energia a ser entregue a partir de 2016, a energia eólica vendeu energia de 867,6 megawatts (MW) de capacidade instalada de 39 projetos, sendo que fonte já tinha viabilizado a construção de outros 1.505 megawatts (MW) de energia em leilão de reserva realizado em agosto.

"Como a gente já tem mais um leilão A-5 neste ano, tem tudo para que a gente quebre o recorde de contratação de eólica", disse o presidente da Empresa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, em coletiva de imprensa após o leilão. Segundo ele, a maior contratação de novos projetos de energia eólica em um único ano ocorreu em 2011, quando foram viabilizados cerca de 2,9 GW.

Diante da forte contratação de energia eólica no ano de 2013, a indústria de equipamentos deve funcionar com capacidade total, segundo Tolmasquim, que acrescentou que algumas indústrias avaliam ainda a possibilidade de um terceiro turno para dar conta da demanda.

O leilão realizado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) durou menos de 30 minutos na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) nesta segunda-feira, sendo que usinas solares, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a biomassa também estavam habilitadas para participação.

As usinas eólicas que venderam energia no leilão devem demandar investimentos de 3,4 bilhões de reais, segundo estimativas do governo.

O preço-médio de venda da energia foi de 124,43 reais por megawatt-hora, um deságio de 1,25 por cento frente ao preço máximo estabelecido no certame, de 126 reais por MWh.

O preço mais baixo de energia vendido no leilão foi de 118 reais por MWh, de um parque na Bahia. Já o mais alto, foi de 126 reais por MWh, referente a três projetos no Rio Grande do Sul.

Apesar do pequeno deságio, Tolmasquim disse que o preço teto definido estava correto, já que toda a demanda declarada para o leilão foi atendida.   Continuação...