China e BC fazem dólar cair mais de 2% e fechar abaixo de R$2,30

segunda-feira, 18 de novembro de 2013 20:21 BRST
 

Por Tiago Pariz

SÃO PAULO, 18 Nov (Reuters) - As perspectivas de maior liberalização na China, potencializadas pela estratégia do Banco Central brasileiro em suas intervenções no câmbio, fizeram o dólar recuar mais de 2 por cento --maior queda em dois meses-- e fechar abaixo de 2,30 reais nesta segunda-feira.

A divisa norte-americana caiu 2,30 por cento, cotada a 2,2682 reais na venda, maior baixa desde 18 de setembro, quando recuou 2,89 por cento. Segundo dados da BM&F, o volume negociado nesta segunda-feira ficou em torno de 1,1 bilhão de dólares.

Desde o último dia 7 o dólar não fechava abaixo do patamar de 2,30 reais e, segundo especialistas, pode estar se acomodando num nível considerado mais confortável para o BC.

"O mercado não deve ter muita volatilidade e flutuar entre 2,25 e 2,30 reais, que é um nível confortável para o Banco Central", afirmou o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, acrescentando se tratar de um patamar que não pressiona a inflação ao mesmo tempo em que ajuda as exportações.

A China anunciou na sexta-feira, com os mercados brasileiros fechados por feriado, o maior conjunto de reformas econômicas e sociais em quase três décadas, com o governo chinês se comprometendo a acelerar a abertura de suas contas e promover mais liberalizações no setor financeiro.

As medidas anunciadas pela China criam a expectativa de melhor desempenho de exportadores brasileiros de commodities, já que o gigante asiático é forte consumidor desses produtos, atraindo mais dólares para o mercado local.

A queda da moeda norte-americana no Brasil acompanhou o movimento no cenário externo, mas foi mais intensa, segundo especialistas, por causa da estratégia do BC para a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional ----equivalentes a venda futura de dólares-- que vencem em 2 de dezembro.

"Tivemos o anúncio da maior abertura da China ao capital estrangeiro e a rolagem do Banco Central", afirmou o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.   Continuação...