Petrobras e China animam e Bovespa avança, anulando perdas de novembro

segunda-feira, 18 de novembro de 2013 17:51 BRST
 

SÃO PAULO, 18 Nov (Reuters) - O principal índice da Bovespa avançou mais de 1 por cento nesta segunda-feira, anulando as perdas acumuladas no mês, impulsionado pelo entusiasmado do mercado com o conjunto de reformas detalhado pela China e pela ação da Petrobras, que subiu com força em meio à expectativa de aumento dos preços dos combustíveis.

O Ibovespa subiu 1,6 por cento, a 54.307 pontos, revertendo a queda de novembro para variação mensal positiva de 0,1 por cento.

O giro financeiro do pregão foi de 10,5 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções sobre ações, que movimentou 3,6 bilhões de reais nesta segunda.

O anúncio da China, na sexta-feira, de um conjunto de reformas econômicas e sociais ajudou a dissipar dúvidas sobre o entusiasmo dos dirigentes chineses pelas mudanças necessárias para revigorar a economia do importante parceiro comercial brasileiro.

O plano inclui a liberalização do regime de câmbio e juros, registro de moradias, reforma agrária e a abertura para a iniciativa privada e estrangeira de alguns setores protegidos.

"Essa maior receptividade ao investidor, aliada a uma tendência de 'descentralização', indicam e fortalecem apostas de um cenário otimista para a economia daquele país", afirmou a corretora H.Commcor em boletim matinal.

Além disso, um movimento de ajuste em relação a outros mercados também ajudou a Bovespa, depois de a bolsa brasileira ter ficado fechada na sexta-feira devido ao feriado da Proclamação da República.

Os índices norte-americanos atingiram novas máximas na sexta-feira, quando a divulgação de que a produção industrial dos Estados Unidos recuou inesperadamente em outubro elevou esperanças de que o banco central do país não reduza seus estímulos monetários ainda neste ano.

"Isso levou o setor de commodities a subir um pouco mais, e agora (as ações preferenciais de) Petrobras e Vale estão puxando mais a bolsa", afirmou o analista de renda variável João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.   Continuação...