19 de Novembro de 2013 / às 15:33 / 4 anos atrás

Vendas de imóveis novos em SP caem 19,6% em setembro

Um trabalhador e uma bandeira do Brasil em um canteiro de obras são refletidos na parede de um prédio comercial na Avenida Paulista. As vendas e lançamentos de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo caíram em setembro na comparação anual, mas a queda nos estoques fez o sindicato do setor, Secovi-SP, apontar que o setor segue em recuperação. 29/08/2013 REUTERS/Nacho Doce

SÃO PAULO, 19 Nov (Reuters) - As vendas e lançamentos de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo caíram em setembro na comparação anual, mas a queda nos estoques fez o sindicato do setor, Secovi-SP, apontar que o setor segue em recuperação.

No mês, as vendas de imóveis somaram 2.953 imóveis, enquanto os lançamentos atingiram 2.964 unidades, informou o Secovi nesta terça-feira.

Apesar do desempenho mensal mais fraco, no acumulado do primeiros nove meses do ano, as vendas ainda acumulam alta de 33,3 por cento ante janeiro a setembro de 2012, com o número de unidades comercializadas correspondendo a 95 por cento do vendido em todo o ano passado.

No período, foram vendidos 25.591 imóveis novos. Em Valor Geral de Vendas (VGV), o avanço foi de 44,5 por cento, para 14,5 bilhões de reais --cifra mais alta na série histórica medida pela entidade para o acumulado do ano até setembro.

Segundo o Secovi-SP, o resultado mostra uma retomada do mercado em decorrência de ajustes feitos entre 2011 e 2012, para adequação ao novo cenário econômico. A entidade apontou a manutenção da baixa taxa de desemprego e aumento da concessão de crédito imobiliário como fatores positivos.

Os lançamentos também cresceram, embora em ritmo inferior. Nos primeiros nove meses, o aumento foi de 25,4 por cento, para 21.225 imóveis. Como resultado, o estoque disponível caiu para 16 mil unidades, ante 20,5 mil registradas em dezembro passado.

Segundo o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade, Emilio Kallas, o estoque deve terminar o ano com menos de 15 mil imóveis, abaixo da média histórica mensal de 16,5 mil unidades, sinalizando que o setor vai “comercializar mais do que lançar”.

“Isso está sendo muito saudável para o mercado”, completou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, que vê um amadurecimento da postura das empresas em relação ao planejamento para novos empreendimentos.

O Secovi-SP manteve sua estimativa para o ano de lançamentos de 33 mil unidades e vendas de 35 mil unidades.

VALORES MAIS ALTOS

Em relação aos preços, houve avanço real de 10,4 por cento no valor dos imóveis entre janeiro e setembro. Para o ano, a estimativa é de aumento de 10 por cento.

Segundo Kallas, o lançamento de apartamentos menores, enxergado como tendência pela entidade, acaba puxando a média de preços para cima, pois os empreendimentos com esse perfil costumam ser erguidos em regiões mais caras, voltados a um público que busca facilidade de locomoção.

O custo proporcional dessas unidades também é maior. “Um apartamento de 40 metros quadrados nessas regiões tem uma garagem. Se fosse de 60 metros também teria”, afirmou Kallas.

Até setembro, o lançamento de unidades com menos de 45 metros quadrados subiu 94 por cento, chegando a 4,5 mil imóveis. A categoria viu sua participação no total de lançamentos subir de 14 para 21 por cento no período.

Para Kallas, a principal pressão sobre os preços vem da elevação dos custos, que deve ser mantida em 2014. A mudança no plano diretor da cidade e a alteração na planta genérica dos imóveis em função dos ajustes na cobrança do IPTU também devem exercer pressão adicional, completou ele.

Por Marcela Ayres

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