19 de Novembro de 2013 / às 17:13 / 4 anos atrás

Cesp vê preços no leilão A-1 como adequados; avalia participação

SÃO PAULO, 19 Nov (Reuters) - A Cesp considera os preços definidos para o leilão de energia existente A-1 como “adequados”, mas ainda não decidiu se ofertará energia na competição, segundo executivos da empresa.

“O leilão é interessante para a situação específica da Cesp. Nós temos produtos para 18 meses, o ano de 2014 e o primeiro semestre de 2015. Os preços, parece também que são adequados. É só a questão de estudarmos a decisão, se vamos participar”, disse o diretor financeiro, Almir Martins, em teleconferência sobre resultados trimestrais nesta terça-feira.

A empresa tem cerca de 1 mil megawatts (MW) médios de energia disponível para venda em 2014 e primeiro semestre de 2015, segundo o executivo.

O leilão de energia existente A-1, marcado para 17 de dezembro, contratará energia para suprir a necessidade do mercado atendido pelas distribuidoras, que precisarão contratar até 6.300 megawatts (MW) médios de energia ao final do ano.

Neste ano, leilões de energia existente para contratação de curto prazo pelas distribuidoras não tiveram oferta das geradoras. Essas empresas avaliavam que o preço de curto prazo (PLD), alto pelo forte acionamento de térmicas, tornava o preço nos leilões menos atrativo.

“O déficit no mercado regulado é muito grande, as possibilidades de oferta estão restritas, as empresas que aderiram ao novo modelo (de renovação das concessões) não têm energia, porque a energia foi transformada em cotas (para o mercado regulado). Evidentemente, a Cesp talvez seja aquela que tem a maior possibilidade (de ofertar energia), em termos de quantidade”, disse o presidente da Cesp, Mauro Arce.

O leilão A-1 terá três produtos para venda de energia, em três períodos --1 ano, 1 ano e seis meses, e 3 anos.

O preço-teto de venda de energia para o produto de 2014 é de 192 reais por megawatt-hora (MWh). O produto de 2014 a junho de 2015 terá energia com preço inicial de 166 reais por MWh. Já para o período de três anos de suprimento, com término em 2016, o preço máximo deve ser de 150 reais por MWh.

“Comparado aos preços de PLD de hoje, os preços de PLD são muito maiores. Mas pensando no período de um ano, um ano e meio, os preços são bastante razoáveis”, disse Martins.

A decisão sobre participação no leilão vai depender ainda do que acontecerá com os reservatórios das hidrelétricas até o início de dezembro, períodos mais chuvoso, para que a Cesp tenha uma melhor perspectiva sobre o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) de 2014.

O PLD é calculado semanalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e serve como base para a formação de preços de energia em contratos de curto prazo. Seu cálculo depende de fatores como a condição dos reservatórios das hidrelétricas do país e do acionamento de usinas térmicas.

TRÊS IRMÃOS

O governo do Estado de São Paulo, controlador da Cesp, busca concluir as negociações com o governo federal sobre a indenização a receber pelos investimentos não amortizados na hidrelétrica Três Irmãos, cuja concessão não foi renovada pela geradora, até o fim do ano.

“O nosso secretário procurou mostrar a necessidade de resolver esse assunto até o final do ano, até 31 de dezembro. É essa aí a data com a qual a gente está trabalhando”, disse o presidente da Cesp, Mauro Arce.

A Cesp já sabe quais os critérios que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) utilizou para calcular a indenização que a geradora teria a receber, de 1,7 bilhão de reais, após reuniões realizadas recentemente. Mas a Cesp continua a discordar do valor, defendendo que tem a receber cerca de 3,8 bilhões de reais em indenização.

O leilão para relicitar a hidrelétrica já está previsto para janeiro de 2014 e a Cesp não descarta a participação.

Atualmente, a Cesp ainda opera a hidrelétrica Três Irmãos, recebendo apenas por esse serviço, já que a energia da usina foi distribuída em cotas no mercado regulado, atendido pelas distribuidoras de energia.

Recentemente, uma turbina da hidrelétrica foi danificada mas a empresa optou por não consertá-la até que o governo federal, atualmente dono da usina, se posicione sobre como será a remuneração para realizar esse reparo.

“Houve um acidente, um distúrbio elétrico, que provocou a queima do gerador e do transformador elevador e isso passou por várias comissões da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), analisando, do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), mas continua sem ser recuperado. Não temos ainda nenhuma definição do poder concedente, que hoje é o dono da usina”, disse Arce.

Segundo ele, do ponto de vista da geração de energia, o equipamento não está fazendo falta no momento.

Por Anna Flávia Rochas; Edição de Roberta Vilas Boas

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